Odontologia em UTI – recomendação de protocolo para atenção à saude bucal e prevenção da PAVM

Atendendo algumas solicitações que o site vem recebendo é apresentada uma sugestão de protocolo para atuação geral do Cirurgião-Dentista no ambiente de cuidados intensivos e prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica.

Como o título sugere, trata-se de uma “recomendação”, que deve ser avaliada segundo as peculiaridades dos serviços e situação clínica específica dos pacientes.

Como toda diretriz, ele precisa de comprovação de eficácia e constante aprimoramento. Assim é sugerido que os colegas que tenham interesse na sua aplicação sejam parceiros no sentido de oferecer informações para que este se torne um protocolo conciso, prático, bem fundamentado, e que futuramente também possa ser publicado.

Para receber o protocolo é solicitado aos interessados que enviem email para atendimento@medicinaoral.com.br contendo nome, CRO, local de atuação (cidade), hospital (se houver) e telefone. Os dados enviados não serão publicados.

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RX portátil sem necessidade de proteção (adicional) para o operador

Nomad

Um dos produtos que mais me chamou a atenção no último CIOSP, foi o aparelho de raios X portátil, chamado Nomad. Apesar do preço salgado (faixa dos 12-13 mil dólares) ele possui facilidade de manuseio e transporte, útil no atendimento hospitalar, domiciliar e até mesmo ambulatorial, pois possui uma bateria própria com elevado tempo de carga.

O aparelho de fabricação estadunidense utiliza um protetor de raios X transparente acoplado à ponta do cilindro que, segundo o fabricante, protege o operador dos raios secundários gerados na exposição. No stand foi mencionado que o aparelho tinha sido utilizado na identificação de cadáveres em acidentes aéreos e que seu emprego em Odontologia Legal seria uma de suas indicações.

Outra opção mais em conta é o uso do aparelho de RX portátil com tripé de máquina fotográfica, que a brasileira Odontocase comercializa (faixa de 2-3 mil reais), que também pode ser utilizado nos mesmos ambientes, dependendo apenas da existência de uma tomada (e uma extensão).

Raciocinando de modo bem simples, afinal não conheço bem o aparelho Nomad muito menos sou radiologista, acredito que seu maior diferencial para o modelo brasileiro seja a proteção radiológica que não exige a saída do operador do local onde há a emissão dos raios X. A bateria recarregável não seria, a meu ver, um item obrigatório para o atendimento extra ambulatorial, especialmente se for uma das justificativas para o preço elevado.

Assim, se é possível a instalação do protetor na extremidade do cilindro (similar ao que é usado nos aparelhos fotopolimerizáveis) para permitir seu uso sem que seja preciso sair da sala (pois é alegado que a ANVISA já o aprovou), porque não se fabricar um protetor similar para utilizar no barato modelo brasileiro?

Fico ainda pensando se realmente ele é seguro, afinal se a proteção que ele proporciona é tão eficaz, porque temos de satisfazer tantas exigências para ter um aparelho convencional nos nossos consultórios…

Veja mais notícias sobre o Nomad sendo utilizado na USP no link http://www.fo.usp.br/?p=7513

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Complemento em 26-02-2012:

- O site da fabricante do Nomad (Aribex) é http://www.aribex.com/

- Autorização da ANVISA (ver aqui)

- Certificação no site do INMETRO (ver aqui e aqui)

- Site da empresa que importa o produto: http://www.engemed.com.br/engemed_industria/index.php

- Site do Laboratório de Ciências Radiológicas da UERJ - http://www.lcr.uerj.br/ (responsável designado pela ANVISA no RJ para o cumprimento da resolução 453-98).

- Portaria 453 de 1998 do Ministério da Saúde que estabelece as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico (ver http://www.lcr.uerj.br/downloads/portaria_SVS_453_98.pdf).

(*) observar na portaria 453-98 o Capítulo 5, especialmente o item 5.2 que diz “O equipamento de radiografia intra-oral deve ser instalado em ambiente (consultório ou sala) com dimensões suficientes para permitir à equipe manter-se à distância de, pelo menos, 2 m do cabeçote e do paciente.”

Observar ainda o item 5.7, letra g: “g) O botão disparador deve ser instalado em uma cabine de proteção ou disposto de tal forma que o operador que o maneje possa ficar a uma distância de, pelo menos, 2 m do tubo e do paciente durante a exposição.”

Ler também os ítens 5.9, letras b, c. Neste último se diz “c) O operador ou qualquer membro da equipe não deve colocar-se na direção do feixe primário, nem segurar o cabeçote ou o localizador durante as exposições.”

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Criado o Departamento de Odontologia da SOTIERJ

No dia 24 de janeiro último foi realizada reunião na sede da Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro, a SOTIERJ, em Copacabana, onde foram pactuadas estratégias de aproximação entre esta importante sociedade médica e o Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro.

Dentre as estratégias estão a criação de um departamento de Odontologia na SOTIERJ, e o envio ao Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro de um documento firmando a parceria oficial da SOTIERJ com a Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral do CRO-RJ.

O GMOH-RJ enxerga que a realização de parcerias entre a Odontologia e as entidades médicas devem sempre estar respaldadas pela entidade oficial da profissão, no caso o CRO-RJ. Desta forma cria-se um elo técnico e institucional.

Entre outras propostas está a realização de um evento de Odontologia Hospitalar (com foco nas Unidades de Terapia Intensiva) no Rio de Janeiro, já este ano, para divulgar a importância da atenção a saúde bucal na alta complexidade.

Na reunião estiveram presentes os representantes do GMOH-RJ, Luciana Telles, Hélida Frazão, Ana Chor e Paulo Pimentel, que assumirá a responsabilidade pelo departamento. Também estavam presentes o Dr. Jorge Eduardo Pinto, presidente da SOTIERJ e o Sr. Marcio Paiva, administrador.

Que esta boa notícia tenha repercussão pelo ano de 2012 e novas parcerias sejam firmadas.

Ana Chor, Jorge E. Pinto, Luciana Telles, Helida Frazão, Paulo Pimentel e Marcio Paiva

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Odontologia no Hospital Albert Einstein

Recebendo atualizações do grupo Odontologia do Brasil administrado pelo diligente colega Marcos Santana (SE), tomei conhecimento da página do serviço de Odontologia do Hospital Albert Einstein (ver http://www.einstein.br/Hospital/oncologia/nossos-servicos/odontologia/Paginas/odontologia-paciente-oncologico.aspx). Pelo que se lê no site, parece ser um serviço focado nos protocolos do paciente oncológico abrangendo o controle da mucosite oral e apoio odontológico ao transplante de medula óssea.

É importante parabenizar a equipe (que infelizmente não é citada no link) pelo espaço conseguido e trabalho realizado, em um dos hospitais mais reconhecidos do país.

Mas acho relevante um comentário sobre o texto inicial do site onde é citado que O Cirurgião-dentista especialista em pacientes com necessidades especiais possui conhecimentos gerais da genética…sendo capaz de proporcionar atendimento odontológico adequado durante tratamento médico e relacionar as possíveis manifestações bucais com a doença do paciente. Lido desta forma, tem-se a impressão que somente o especialista em OPE é capacitado para a atuação nestes pacientes, o que é injusto com outras especialidades e formações.

Penso que é importante se organizar a profissão para que os profissionais capacitados para atuar nas áreas da Medicina Oral sejam reunidos dentro de um espectro único. Esta é a melhor forma de se apresentar uma carreira profissional organizada, além de favorecer o reconhecimento multiprofissional.

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