Contenção física em Odontologia

Dois textos interessantes abordam a atuação frente a pacientes que necessitam de modalidades extremas de contenção para possibilitar o atendimento odontológico.

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TEXTO 1

Pacientes com autismo

Segundo a Associação Americana de Deficiências Mentais e de Desenvolvimento (AAIDD, em inglês), deficiências mentais são caracterizadas por limitações significativas tanto nas funções intelectuais quanto na adaptação ao ambiente, prejudicando atividades cotidianas sociais e práticas. Tal condição influencia diretamente a saúde bucal, já que pessoas com transtornos mentais dependem quase que totalmente do apoio de familiares ou de alguém responsável para a realização dos procedimentos básicos de limpeza da boca.
Entretanto, nem sempre essa ajuda é completamente eficiente, já que algumas dificuldades podem comprometer mesmo a melhor das boas vontades. É nesse ponto que a presença e o acompanhamento de um profissional da Odontologia são essenciais para uma boa saúde.
Informação e prevenção
Segundo o Dr. Marcelo Fúria César, supervisor do setor de Odontologia da AACD, a atuação do profissional da área em casos com pacientes com deficiência mental é, basicamente, a mesma da de pacientes comuns, mas com abordagens diferentes. Em ambos os casos, o foco do tratamento está na prevenção e na informação. “O odontologista tem um papel fundamental nessa conscientização, ensinando e orientando os familiares como lidar com essa dificuldade. Uma abordagem precoce é fundamental para a prevenção de problemas mais complicados”, conta.
(…)
A abordagem de pacientes com deficiência mental também precisa ser executada de forma diferenciada. Eles podem ser reativos a estímulos sensoriais (como ao barulho do motor de alta rotação e à dor repentina), podendo, até, apresentar reflexos bruscos involuntários. Para o Dr. Fúria César “[...] nessas situações, é necessária uma abordagem gradativa, visando fazer o paciente acostumar-se tanto com o cirurgião-dentista quanto aos procedimentos executados. Quando essa gradação não se mostra eficiente, é recomendado o uso de contenções físicas ou, em último caso, química (em ambiente hospitalar)”.
(…)
A Dra. Adriana Zink conta que, no caso de pacientes com autismo, sabe-se que 53,8% dos pacientes ainda são atendidos com anestesia geral por causa das alterações comportamentais e dificuldades de sociabilização. Para tentar mudar esse quadro, ela desenvolveu uma técnica de condicionamento e abordagem lúdica que, ela garante, tem bons resultados em substituir a sedação. “O melhor (dessa abordagem) é que eles são atendidos no consultório, perto de seus pais, sem anestesia geral e, com certeza, com um custo reduzido. A técnica de abordagem é tudo para esses pacientes. O ideal seria o treinamento dos cirurgiões-dentistas com esse tipo de técnica. Além de melhor aceitas pelos pais, são mais humanizadas. Hoje, todos estão muito atentos às melhorias na qualidade de vida. E devemos nos adequar a essa realidade”, finaliza.

Postado por Blogger no Medicina Oral e Odontologia Hospitalar em 3/25/2012

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TEXTO 2

Fonte: http://www.odontomagazine.com.br/pt/2012/03/22/contencao-fisica-na-odontologia/

Entrevista sobre contenção em Odontologia com o Especialista José Reynaldo Figueiredo.

Por: Vanessa Navarro

Odonto Magazine – O que se pode entender por contenção na prática odontológica?
José Reynaldo Figueiredo -
Bem, para começar é necessário explicar que não há um consenso na definição de contenção. Muitos profissionais podem considerar que apenas um abridor de boca seja definido como uma forma de contenção, afinal o abridor está contendo o fechamento da boca; e outros consideram, em casos mais complexos, até a necessidade de uma anestesia geral para conseguir executar adequadamente procedimentos que seriam simples em pacientes colaborativos. A intenção é que se promova um atendimento tranquilo, sem riscos de ferimentos e traumas para pacientes e profissionais durante a execução de procedimentos em pacientes que não permitem uma abordagem serena, segura e de qualidade, sem movimentações voluntárias ou involuntárias.

Odonto Magazine – Quais são os tipos de contenção mais empregados pelos profissionais de saúde bucal?
José Reynaldo Figueiredo - A contenção física, que pode contar com o apoio dos responsáveis pelo paciente, pela equipe auxiliar e equipamentos apropriados; e a contenção química, que vai desde o uso de sedação consciente, passando por medicações previamente receitadas até a anestesia geral.
Costumo dizer que existe outro tipo de contenção: a criação de vínculo afetivo com o paciente. É uma forma mais humana de abordagem, onde deve se esgotar todo repertório de argumentos para a conscientização do paciente sobre a necessidade do tratamento odontológico, utilizando-se de palavras de apoio, compreensão das condições clínicas dos pacientes e abusando de gestos de carinho e respeito ao paciente.

Odonto Magazine – Quando é indicado o uso de contenção física durante o tratamento dos pacientes?
José Reynaldo Figueiredo – A contenção física é indicada em pacientes com necessidades especiais (PNE) que apresentam incoordenação motora acentuada; pacientes com atraso de desenvolvimento intelectual, que não permitem abordagem adequada; e crianças muito pequenas, que não colaboram com o tratamento. Tudo isso quando é possível manter o controle da situação.

Odonto Magazine – Quais são as contraindicações do procedimento?
José Reynaldo Figueiredo - A primeira contraindicação é a não aceitação por parte dos pais ou responsáveis. Também existe a inabilidade do profissional e da equipe que o assessora; e quando há riscos de traumas psicológicos ou físicos no paciente. Nestas condições, a contenção física não é uma ferramenta de auxílio ao profissional e, sim, um instrumento de tortura.

Odonto Magazine – Quando a contenção física se torna indispensável para a segurança do paciente e do profissional de saúde bucal?
José Reynaldo Figueiredo - Existem situações na clínica de pacientes com necessidades especiais e também de odontopediatria que não são confortáveis tanto para profissionais como para pacientes. Por exemplo, na odontopediatria, todo profissional sabe que acidentes acontecem, e com crianças eles são mais doídos. Imagine uma criança pequena que sofra um trauma dentário e que necessite intervenção imediata do cirurgião-dentista. Em determinadas circunstâncias não há conversa que acalme a criança (e às vezes nem os pais) e a convença da necessidade de se comportar, mas o problema está ali e é preciso resolver. Em prontos-socorros de hospitais isso é muito comum. Na prática odontológica isso causa uma celeuma sem fim. O mesmo acorre com pacientes com necessidades especiais.
Na ânsia de não corromper os direitos do cidadão, aquele PNE que por desventura apresente um quadro infeccioso ou dor e não tem acesso a um tratamento especializado e de alto custo, por exemplo, uma internação hospitalar, tem que conviver com aquele desconforto, para não dizer desespero, por muito tempo.
O não uso da contenção não é apenas desumano, é hipócrita.

Odonto Magazine – Quais são as orientações indispensáveis aos profissionais para a realização do procedimento?
José Reynaldo Figueiredo - As contenções deverão ser utilizadas quando absolutamente necessárias e a restrição deverá ser a mínima possível. Nunca deverá ser utilizada como forma de punição àquele paciente não colaborador e não deverá ser utilizada apenas para a conveniência do operador.
Orientações prévias deverão ser dadas aos responsáveis e aos pacientes, o responsável deverá acompanhar o procedimento do começo ao fim, para ciência de ocorrências inoportunas e o informe de consentimento deverá ser solicitado.

Odonto Magazine – Como o dentista e a equipe auxiliar devem agir para que não aconteçam imprevistos durante o procedimento odontológico acompanhado da contenção física?
José Reynaldo Figueiredo - Antes de tudo, o profissional deverá estar habilitado para tal atuação. De nada adianta querer fazer uma contenção física e causar mais transtornos ao paciente: o nome disso é iatrogenia.

Odonto Magazine – Como o profissional de saúde bucal deve agir para não apresentar a contenção física como uma forma de castigo?
José Reynaldo Figueiredo - Para alguns casos de PNE essa é uma discussão vã. Às vezes o cognitivo do paciente impede que ele compreenda o gesto do profissional, para isso, o cuidador deverá ser muito bem orientado, e no mais das vezes ele compreende que a punição maior está em deixar seu protegido sofrendo por uma afecção odontológica.
Quanto aos pacientes com cognitivo preservado, cabe ao cirurgião-dentista praticar mais do que Odontologia, ele deve ser persuasivo, sensível e responsável em sua atuação.

Odonto Magazine – Como realizar a prática seguindo os parâmetros legais?
José Reynaldo Figueiredo - Não existem normas na legislação que padronizem essa atuação, mas o código de ética da Odontologia traz alguns artigos que podem nortear essa práxis:
No capítulo I, Art. 2º. A Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto. No capítulo V, Art. 7º. inciso V. Constitui infração ética: executar ou propor tratamento desnecessário ou para o qual não esteja capacitado.
Fazendo a hermenêutica dos artigos, não é difícil deduzir que devemos atender o paciente em condições adversas, mas devemos, principalmente, estar preparados para executar o procedimento.

Odonto Magazine – Qual é a importância da participação dos pais ou responsáveis durante o processo?
José Reynaldo Figueiredo – A presença dos pais é fundamental, tanto no consentimento quanto na própria colaboração junto ao dentista, seja no apoio psicológico ou no prático.

Odonto Magazine – Como a prática da contenção física em pacientes com necessidades especiais é vista pelo Conselho Federal de Odontologia?
José Reynaldo Figueiredo - Ao que me conste, até o momento, o CFO é alheio a essa discussão. Não há um “guideline” que os dentistas possam se nortear.

Odonto Magazine – Qual conselho o senhor deixaria para o profissional de saúde bucal que busca oferecer atendimento eficiente e eficaz aos pacientes com necessidades especiais?
José Reynaldo Figueiredo - Não há como fugir do óbvio: estudar, estudar, estudar sempre e aprender com os insucessos. Infelizmente não há uma receita pronta. Cada caso é um caso. Compreendo, perfeitamente, que o assunto é polêmico, mas, ao mesmo tempo, instigante.


José Reynaldo Figueiredo
Cirurgião-dentista. Doutor em Odontologia Social pela Faculdade de Odontologia da USP. Mestre em Odontologia Legal e Deontologia pela USP. Especialista em Odontopediatria e em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. Vice-presidente da Associação Brasileira de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (ABOPE). Cirurgião-dentista da Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD. Membro do Conselho Científico da Revista Odonto Magazine.

Dica de “Buscador de Cursos”

A busca por cursos de formação na área da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar no Brasil é um tanto ingrata pela diversidade de especialidades que lidam com o tema. A Odontologia para Pacientes Especiais, a Estomatologia, a Dor Orofacial, a Periodontia, a Odontogeriatria, a Odontopediatria e a própria Cirurgia Bucomaxilofacial são formações reconhecidas pelo Conselho Federal de Odontologia que podem oferecer uma boa bagagem ao colega interessado em enveredar pela Medicina Oral, especialmente se houver a possibilidade de vivência e prática clínica em ambientes hospitalares.

As especializações oficiais podem ser complementadas também por cursos de aperfeiçoamento ou capacitações que ofereçam possibilidades de formação aos cirurgiões dentistas para atuação em protocolos multidisciplinares hospitalares.

O Portal da Medicina Oral tem se colocado como uma ferramenta de divulgação do máximo de cursos, mas, como este não é o objetivo principal do site, muitos bons cursos não são mencionados. Recentemente, encontrei um interessante local de divulgação de cursos denominado EducaEdu. Ele não se restringe a Odontologia, mas facilmente, através dos comandos auto-explicativos, se chega às pós-graduações que interessam aos Dentistas. Nos comandos os cursos podem ser visualizados por área, local e tipo de pós-graduação (existem até mesmo cursos a distância), facilitando a escolha de qual será a melhor opção para a carreira do profissional.

A necessidade de conhecimento para o profissional recém formado em Odontologia já é muito grande. Quando se deseja atuar em Medicina Oral e Odontologia Hospitalar a exigência é ainda maior, pois agrega saberes que não são nem mencionados na maioria das faculdades de Odontologia.

Concluindo, fica a dica do buscador de cursos  que pode ajudar os leitores do Portal da Medicina Oral, e os próprios coordenadores de cursos, no sentido de favorecer, aos futuros alunos, o acesso às melhores opções para as diferentes aptidões que os colegas queiram colocar em prática, seja na prática ambulatorial convencional ou no ambiente de alta complexidade.

Obs: no site são encontrados, entre outros, 2 cursos de Odontologia para Pacientes Especiais, 5 cursos de CTBMF, 6 de DTM e Dor Orofacial, diversos de Odontopediatria e 5 de Estomatologia ou Diagnóstico Bucal. Há até um curso on line de saúde bucal da gestante e do bebê.

Odontologia Hospitalar e a ANEO

ESCRITO POR JORGE BARBOSA PINTO
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Escrevo na condição de CD que trabalha no serviço público e iniciativa privada e que acompanha de perto (tambem sou da Comissão do CRO/RJ) a luta pelo reconhecimento da Odontologia como parte essencial na integralidade do atendimento à saúde da população.
Consigo vislumbrar um campo imenso de oportunidades para os colegas que tenham interesse em atuar nessa área. Mas para sonhos tornarem-se realidade é necessário que todos entendam a importãncia de mais atitude para conseguir avançar. Deixar de lado vaidades para entendermos que acima de tudo está nossa profissão e a população que assistimos.
Para isso gostaria de comentar e chamar a atenção para a importância da ANEO que deve se realizar no segundo semestre:
- Fortalecimento da presença do CD nos hospitais, no atendimento da média e alta complexidade.
- Essencial a habilitação desses profissionais com preparo que comprove a capacitação dos mesmos.
- Capacitação que deve ser feita através de regulação dos Conselhos.
Para tudo isso acontecer, é essencial uma reunião dos representantes das diversas comissões já instaladas nos outros estados e também de profissionais que comunguem das mesmas ideias nos estados onde não existe comissão oficial.
Juntos traçaremos estratégias para fortalecimento da Odontologia como promotora de saúde para a população que precisa de atendimento integral na alta complexidade, momento esse que é o de maior fragilidade que um ser humano pode enfrentar.
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Jorge Barbosa Pinto
  • Saff do Hemorio
  • Coordenador de atendimento de pacientes c/necessidades especiais do complexo hospitalar Luis Palmier – São Gonçalo, RJ
  • Membro da Comissão de OH-MO do CRO-RJ e do GMOH/RJ

Valorização do Patologista Bucal no Amazonas

Fonte: http://www.croam.org.br/interna_not.php?id=239

Manaus já tem um Serviço de Diagnóstico Histopatológico Especializado em Patologia Bucal.

O serviço irá atender a crescente demanda.

O serviço contribuirá no tratamento de diversas lesões do complexo buco-maxilo-facial, buscando a excelência disgnóstica, direcionado à classe odontológica.
Dentre os diveros tipos de diagnósticos oferecidos, destacam-se os exames anatomopatológicos, histopatológicos, a citologia esfoliativa, além de exames biomoleculares como pcr, imunoistoquímica e hibridização in situ.
Qualquer dúvida o profissional ou paciente pode entrar em contato pelos telefones:
(92) 8411-8881 ou 3086-4330.
Prof. Dr. Tiago Novaes Pinheiro – Patologista Bucal (CRO-AM 3600)Baixe o modelo de solicitação de exames clicando no link abaixo:

É hora da virada

ASSEMBLEIAS

  • Dia 22 de março – 18h – Rio de Janeiro
    Local: Auditório do CRO-RJ.
    Rua Araújo Porto Alegre 70, 5º andar

  • Dia 23 de março – 19h – Resende
    Local: Salão de festas do edifício Ponta Negra, próximo ao Fórum.
    Av. Rita Ferreira da Rocha 443.
     
  • Dia 24 de março – 10h – Volta Redonda, Barra Mansa e Barra do Piraí
    Local: Auditório da ABO Volta Redonda.
    Rua 24 nº 22 – Tangerinal – Volta Redonda

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Quando se vincula a um plano dental, o cirurgião-dentista sabe que, embora recebendo menos das operadoras de convênios do que de pacientes particulares, poderá cuidar da saúde bucal de uma maior parcela da população, assim melhorando a sua qualidade de vida.

Entretanto, nos últimos anos, as tabelas de remuneração das operadoras não foram reajustadas e os valores pagos não acompanharam os aumentos de custos sofridos pelos dentistas, tornando inviável o tratamento dos clientes conveniados nos padrões mínimos de qualidade.

É inaceitável que as operadoras paguem menos de R$10,00 por uma consulta odontológica, pouco mais de R$9,00 por extração e menos de R$3,00 por uma radiografia, mesmo porque esses valores sequer cobrem os custos operacionais.

Apesar disso, há operadoras que querem deixar de pagar as consultas.

Como os contratos impostos pelos convênios não dão margem a negociação, os dentistas resolveram ABRIR A BOCA por melhor remuneração e condição de atender com qualidade a população.

Contra a exploração da profissão, é hora de paralisar o atendimento aos pacientes de planos dentais enquanto não houver uma revisão das tabelas de honorários.

Assim, por uma odontologia digna, com remuneração adequada e procedimentos de qualidade, é importante que a sociedade se UNA aos profissionais contra a exploração dos convênios.

O texto acima faz parte de uma ampla campanha que será promovida pelo CRO-RJ, contra a exploração dos CDs por parte dos convênios.

Para que possamos alcançar o objetivo, é fundamental que a categoria se mantenha informada sobre as assembléias que serão realizadas em diversos municípios, com a finalidade de definir onde e como serão realizadas as paralisações, isto é, escolhendo durante as assembléias, através do voto, as operadoras que terão o atendimento interrompido.

Lembramos que o Conselho não irá se esquivar do papel de colaborar com os colegas que assim desejarem, caso a decisão da assembléia seja pela efetiva paralisação.

Contudo, é indispensável que o maior número de colegas compareça às assembléias municipais, pois de nada adianta reclamar, se não partirmos para a ação legitimada pela categoria.

Afonso Fernandes Rocha
Presidente do CRORJ

Fonte: http://www.cro-rj.org.br/editorial.asp?pid=55

Ata da reunião do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ

ATA DA REUNIÃO DA COMISSÃO DE OH-MO DO CRO-RJ E GRUPO DE MEDICINA ORAL E ODONTOLOGIA HOSPITALAR – RJ

(*) REALIZADA NO CRORJ EM 08 DE FEVEREIRO DE 2012 ÁS 18:00H.

Ao 8º dia do mês de fevereiro do corrente ano, às 18:00h, reuniram-se os colegas membros do GMOH-RJ e Comissão de OH-MO do CRO-RJ e demais interessados na referida área,conforme assinaturas no termo de presença, visto que foram convocados em tempo hábil, através de Edital de Convocação enviado por e-mail e postado no blog da Medicina Oral aos senhores para deliberarem sobre os seguintes itens:

1º ITEM: LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA ANTERIOR.

Foi lida e aprovada a ata da reunião de 11 de janeiro de 2012.

2º ITEM: APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DO SUBGRUPO ATUAÇÃO PÚBLICA.

O Dr. Paulo Pimentel deu inicio a reunião às 18h20min e as atividades em pauta, convidando o Subgrupo de atuação Pública agendado para a apresentação de suas propostas pelos membros presentes, Dra. Helida Frazão e Dr. Jorge Rocha Silva. Além dos colegas, propostas foram apresentadas também pela colega, Dra. Leila Senna Maia, gentilmente convidada pelo Dr. Jorge, que abrilhantou a apresentação do referido subgrupo com os seus conhecimentos na área que transcrevo a seguir na íntegra, de acordo com o material solicitado, enviado por e-mail pelo colega Jorge.

Relatório da Sub Comissão de Atividades Pública

I – Níveis de Atendimento Odontológico:

Primário – Equipe de Saúde Bucal (ESB) da Estratégia Saúde da Família (ESF), atendimento a nível Municipal. (pagamento de incentivo por parte do Governo Federal).

Secundário – Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) – atendimento a nível Municipal (pagamento de incentivo por parte do governo federal).

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – atendimento a nível Estadual e Municipal.

Terciários – Hospitais públicos (emergência / geral / especialidade) – atendimento nos três níveis de atuação (Federal / Estadual / Municipal).

Nas emergências atuação em grande parte do CBMF.

Reunião técnica dos Coordenadores da área de saúde bucal e odontologia hospitalar dos três níveis de atenção.

II – Diagnóstico a ser realizado nos três Níveis de Atendimento Odontológico:

A – Hospitais (Nº de hospitais com saúde bucal / nº de leitos para a saúde bucal e CBMF / Nº de cirurgiões dentistas e suas especialidades / nº de consultórios / infraestrutura / material / insumos / instrumental e equipamentos).

B – Atenção Básica (incluindo o Pronto Atendimento Médico (PAM) / ambulatório especializado / perfil). Nº de consultórios / nº de CD e suas especialidades / infraestrutura / material / insumos / instrumental e equipamentos.

III – Seminários

Internos (Unidades) / Externos (entre unidades e instituições).

IV – Ações conjuntas

Referência e contra referência / capacitação / seminários.

3º ITEM: DEFINIÇÃO SOBRE AS POSSIBILIDADES DE PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS NO ANO DE 2012

INCA, Fórum de Bancos de Ossos (informação passada pela colega, Dra Diva Claudia de Almeida), Fernandes Figueira, eventos nas faculdades (UFF, UERJ, ESTÁCIO), SOTIERJ.

4º ITEM: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS DA REUNIÃO COM A SOTIERJ.

Dra. Luciana Teles na reunião de Dezembro de 2011, nos participou que o Dr. Jorge Eduardo Pinto, presidente eleito da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio de Janeiro (SOTIERJ) para o biênio 2012-2013, desejava estabelecer uma comissão de odontologia no órgão e a realização de um simpósio sobre odontologia em UTI.

Então, foi exposto nesta reunião pelo Dr. Paulo Pimentel que em 24/01/12 ocorreu uma reunião na sede da, SOTIERJ, sediada no bairro de Copacabana, com a presença dos membros representantes do GMOH-RJ, as Dras. Ana Schor, Helida Frazão, Luciana Teles e o Dr. Paulo Pimentel; do presidente da SOTIERJ, Dr. Jorge Eduardo Pinto e do administrador, Sr. Marcio Paiva.

Neste encontro foram pautadas estratégias de parceria entre esta importante sociedade médica e o Grupo de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro, vislumbrando a possibilidade de criação de um departamento de Odontologia na SOTIERJ, parceria esta que seria firmada através de um documento enviado ao Conselho Regional de Odontologia, tornando-a dessa forma oficial, pois o GMOH-RJ enxerga que a realização de parcerias entre a Odontologia e as entidades médicas deva estar sempre respaldada pela entidade reguladora da profissão,o CRO, tornando assim, esta e futuras parcerias, sempre com caráter técnico e institucional.

No que tange a proposta da realização de um evento de Odontologia Hospitalar, com enfoque nas Unidades de Terapia Intensiva no Rio de Janeiro, a ideia é que ele ocorra ainda este ano, para divulgação da importância da atenção à saúde bucal na alta complexidade.

Para conhecimento e maiores informações sobre as atividades desta sociedade, basta acessar o seguinte link: Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro – SOTIERJ,

5º ITEM: RESUMO DAS ATIVIDADES RELACIONADAS A MO-OH NO 30º CIOSP.

Retornando do CIOSP que ocorreu de 28 a 31 de Janeiro de 2012, Dr. Paulo Pimentel, trouxe notícias para a MOOH. Inicialmente, nos relatou da sala com lotação esgotada no 1º Simpósio de Odontologia Hospitalar do CIOSP, especialmente do grande entusiasmo dos ministradores e da plateia, resultando mais uma vez em sucesso neste importante momento que vive a MOOH, semelhante ao ocorrido no 20º CIORJ.

Com a presença do presidente do CFO, Dr. Ailton Diogo Morilhas, foi fundada a Sociedade de DTM e Dor Orofacial – SBDOF, tendo como presidente o Prof. Paulo Conti.

Outro relato que foi feito em decorrência de um encontro informal com o presidente do CROSP, Dr. Emil Razuk, o seu interesse na criação da comissão do CROSP e na certificação de cirurgiões-dentistas pelos conselhos, além da assinatura pelo governador de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin, de uma resolução para criação do serviço de Odontologia Hospitalar em mais de 50 hospitais da rede estadual. Estavam presentes nesta reunião, onde se puderam conversar informalmente sobre as situações locais, os representantes das comissões dos seguintes estados: da Bahia (Dra. Sandra Mello, Dr. Antonio Falcão e Dr. Francisco Simões, presidente do CROBA), Amazonas (Dra. Vera Lousada Presidente do CROAM), Pará (Dra. Aline Melo), Rio de Janeiro (Dr. Afonso Rocha, presidente do CRORJ, Dr. Paulo Pimentel e Dr. Héliton Spindola), Rio Grande do Norte (Dra. Maria Cecília Aguiar) e Minas Gerais (Dra. Alessandra Souza) além dos Drs. Paulo Santos e Walmir Mello, entusiastas da Odontologia Hospitalar em São Paulo. E que desse encontro, resultou na propositura de uma nova reunião (no caso, esta seria oficial) das comissões em um futuro próximo.

6º ITEM: ASSUNTOS GERAIS.

a) Foi notificado pelo Dr. Paulo Pimentel a sua pretensão em sair da comissão OH-MO do CRORJ, continuando suas atividades junto ao grupo somente como membro da MOOH que na verdade já o é desde o inicio. A justificativa de tal pretensão seria em virtude de sua dedicação ao site da Medicina Oral onde há ainda colegas que insistem em pensar que tal projeto associado a sua posição junto à comissão, seja na verdade uma autopromoção, favorecendo como consequência, o site. A posição da maioria presente foi de que a posição atual na comissão do Dr. Paulo Pimentel nada tem haver com o projeto pessoal do site. Foi dito, pelo colega, Dr. Jorge Barbosa Pinto, um dos membros da comissão: “Que a mudança, um dia, de uma nova comissão é saudável e necessária já que para tal, necessita de muita dedicação e grandes esforços além de viagens, contatos, gerando com o tempo, o cansaço natural; enfim; que tudo na vida é cíclico e com a comissão não seria diferente, porém, no momento atual pediria ao Dr. Paulo que continuasse este trabalho depois de muita luta e muito trabalho”. Completou dizendo “Que além do mais há projetos em andamento muito importantes e que estão prestes a ser realizar como é o caso da ANEO que tanto para a comissão do CRORJ quanto para o grupo da MOOH será um momento decisivo e importante”. Portanto, ficou aprovado e acordado o desejo da maioria presente pela permanência do Dr. Paulo Pimentel. O mesmo, entendeu, aceitou e acatou a posição e o desejo do grupo.

b) Durante a apresentação das propostas do subgrupo atuação pública, foi colocado pela colega Dra. Leila Sena, que ainda não foi incluída a Comissão de Odontologia Hospitalar e Medicina Oral no site do CRORJ dentro da relação das Comissões Oficiais. Para consulta e ciência sobre o assunto, segue o link do CRORJ: http://www.cro-rj.org.br/diretoria/index.asp

c) E por fim ficou acordado e aprovado pelo grupo que caso não ocorra mais uma vez a apresentação das propostas do Subgrupo Iniciativa Privada na próxima reunião, haverá necessidade de mudança de membros no referido subgrupo.

d) Nada mais havendo atratar, o Dr. Paulo Pimentel deu por encerrada a reunião às 20h10min notificando que a próxima reunião se dará em 14/03/12, quarta-feira, às 18:00hs na sede do CRORJ, agradecendo dede já sua atenção e presença.

Atenciosamente,

Comissão de OH-MO do CRORJ

Coordenação do GMOH-RJ

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