Dicas na prescrição de fármacos

Mais uma contribuição do Blog da Medicina Oral e Odontologia Hospitalar

As dicas abaixo servem tanto para o profissional quanto para o paciente e auxiliam na segurança, previsibilidade e eficácia desta importante arma terapêutica, e que o Cirurgião Dentista usa tão pouco.

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1 – Dose – A quantidade de remédio varia conforme a doença e pode não ser a mesma indicada na bula. O médico deve informar qual é a indicada no caso e por quê. Exemplo: a bula recomenda 40 gotas a cada oito horas, mas o seu caso exige a metade.
2 – Interação alimentar – o médico deve instruir o paciente sobre o melhor horário para consumir o medicamento e explicar o por quê. Exemplo: perto das refeições alguns antibióticos snão agem como deveriam. Já os antiinflamatórios que afetam o sistema gastro-intestinal devem ser ingeridos com alimentos. Hormônios para tiróide devem ser utilizados em jejum.
3 – Interação com outros medicamentos – Anote todos os remédios que costuma tomar – mesmo os ocasionais – para não esquecer de informar ao médico. O uso conjunto de certas substâncias pode potencializar ou atrapalhar a ação de outro remédio.
4 – Medicamentos sedativos – Ainda que ele não pergunte, informe se trabalha com máquinas de risco ou com veículos. A prescrição de sedativos ou hipnóticos pode causar perda de concentração. – Ainda que ele não pergunte, informe se trabalha com máquinas de risco ou com veículos. A prescrição de sedativos ou hipnóticos pode causar perda de concentração.
5 – Gravidez – Qualquer suspeita deve ser avisada. Alguns medicamentos – como analgésicos, anestésicos e anti-depressivos, entre outros – podem causar má formação do feto.
6 – Histórico de doenças do paciente – O médico deve estar ciente de todas as doença crônicas do paciente.
7 – Alergia – Informe se já teve reação – ou suspeita – alérgica, mesmo se causada pelo mais simples medicamento.
8 – Letra legível – Exija uma prescrição legível. Segundo o código de ética medica, uma receita escrita claramente é direito do paciente e obrigação do profissional.
9 – Entender a indicação dos medicamentos – Alguns remédios, apesar de indicados para o tratamento de certas doenças, podem auxiliar em outras (caso do ácido acetil-salicílico, cuja prescrição clássica é a analgesia mas que também passou a ser receitado para “afinar” o sangue). Peça essa informação ao médico.
10 – Idosos não devem tomar muitos medicamentos – as pessoas idosas têm, em média, 3 a 5 doenças. Assim, tomam até 6 a 8 medicamentos diferentes. O médico deverá ter cuidado especial ao prescrever um novo medicamento, pois como já foi escrito acima, há uma grande probabilidade de ocorrer interação, ou seja, mistura de medicamentos e isso causar efeitos colaterais sérios. Sempre pergunte ao médico se as misturas de vários remédios não podem estar causando algum dano ao idoso.

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Divulgação

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