Ode à Estomatologista

O texto de abaixo, de autoria do Dr. Alexandre Giannini, foi publicado na SOBELIST em resposta à mensagem da Profa. Elisa Janini divulgando o próximo curso de Estomatologia da UFRJ.

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Cara Dra. Maria Elisa Janini,

Em primeiro lugar, como Estomatologista, tenho de lhe parabenizar por possuires, assim como o Dr. Abel Cardoso, o Dr. Fábio Ramoa, a Dra. Marília Heffer Cantisano e a Dra. Ruth Tramontani Ramos, todas pessoas de ilibada moral e caráter, uma visão do FUTURO da Odontologia.

Não posso deixar de registrar aqui um fato ocorrido no último CIORJ, e que divido com os colegas, para reflexão. Fui eu, (que aos 40 anos me especializei com muito orgulho em Estomatologia pela UERJ) apresentado por uma amiga, á um grupo de futuras dentistas, alunas da UERJ. Pergunta natural entre o grupo dos dias de hoje: Vai fazer pós em que? No que ouço uma chuva de “Implanto”, “Prótese”, e algumas “Buco” e “Endo”… Então, minha amiga me introduziu ao grupo, dizendo: Este é o Alexandre, meu amigo que é Estomatologista… Resposta seca de uma das mais jovens: – “Nossa, tem louco pra tudo!” Me segurei para não ser indelicado, os olhos das jovens voltados para mim, que só encontrei auxílio em Fernando Pessoa… “Sem a Loucura que é o Homem, mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?”

Não sei, mas parece que ela não entendeu muito bem, e tipo assim achou esse “tio” ainda mais louco… Sim, sigo louco, pois a loucura de se fazer o que se ama, de saber que se pratica o bem, e que nossa categoria só terá um lugar no sistema de saúde se começar a entender do paciente como Pessoa, como ser humano, não como um pedaço de tecidos duros e moles de alta rentabilidade Atualmente nem tão alta assim…).

Vamos LEVANTAR a odontologia e a visão que a Estomatologia dá (aos que tem Olhos de ver) é uma das melhores. Recomendo aos jovens, muito estudo, dedicação, amor a si e aos pacientes e alguma LOUCURA

Abraços fraternos, seu “xará” fonético, Alexandre Giannini ESTOMATOLOGISTA CRO-RJ 24897

 

 

A “profecia” se cumpriu

Em 2008 foi publicada pela CNMRS o documento, assinado pela Dra. Ana Estela Haddad, Coordenadora-Geral da CNMRS e pelo Dr. Flávio Luiz Antonello Londero, Diretor Substituto de Hospitais Universitários Federais e Residência em Saúde da Secretaria de Ensino Superior solicitando o envio dos programas de residência multiprofissional (RMP).

Logo após, escrevi um texto onde fazia alguns comentários sobre a nova residência, e o que mais chamava a atenção era o descompasso com as regras das especializações do CFO.

Naquele momento eu estava lutando pela implantação da residência em Odontologia no HFSE, onde trabalho, mas era clara a resistência dos membros das lideranças do MS e MEC em reconhecer esta modalidade (que apesar de não ser multiprofissional no papel o era na essência).

Da mesma forma, não havia qualquer movimento no sistema CFO-CROs, para regularização da situação. Este, inclusive, foi um assunto que me levou a procurar o CRORJ, para tentar incluir as especialidades do CFO na residência que esperava conseguir habilitada. Mas a conversa não seguiu adiante pelas constantes negativas dos membros da Comissão Nacional de Residência (que visitavam o HFSE a convite de seu Centro de Estudos).

Temos divulgado constantemente aqui no Portal, as seguidas ofertas de vagas para cirurgiões dentistas interessados em cursar as RMP, mas nunca deixei de manifestar minha contrariedade a este modelo imposto pelo MEC-MS, e sempre uso como exemplo a residência do HCUSP como referência de caminho correto a ser seguido.

Em todos os eventos que venho participando, desde então, fazia a mesma pergunta sobre como se sentiria um colega, com sua residência recém concluída, se sua inscrição em um concurso público, destinado à atuação odontológica clínica hospitalar, fosse negada por não possuir um certificado de especialização reconhecido pelo CFO (em OPNE, odontogeriatria, periodontia, dor orofacial, odontopediatria ou em estomatologia, por exemplo).

Afinal então pra que serviriam as quase 6 mil horas cursadas e tanta experiência adquirida na RMP?

A “profecia” se realizou.

Conheci um(a) colega que está passando por esta experiência e o CRO de seu estado se negou a lhe dar o certificado (não entrarei em detalhes para não prejudicar ninguém).

Se fosse comigo eu me sentiria muito magoado e desrespeitado pela entidade que deveria lutar por meus interesses, o sistema CFO-CROs.

Afinal, o sistema CFO-CROs nunca se manifestou claramente sobre esta situação e, se não era do interesse deste sistema a criação das RMP no formato ora apresentado, isto deveria ter sido expresso abertamente há pelo menos 4 anos. Mas, aparentemente não foi.

Desta forma ou o sistema CFO-CROs concorda com as RMP (o que parece claro e óbvio) ou incorreu em omissão.

Assim, penso que moral, ética e mesmo juridicamente, o sistema CFO-CROs deveria conceder o título de especialista ao cirurgião dentista que tiver concluído sua RMP e precisa de seu certificado reconhecido.

Hoje, quando os especialistas dos sistema CFO-CROs são maioria, a situação ocorre desta forma. Amanhã, quando os pós-graduados via RMP estiverem sendo colocados no mercado, quem sabe a situação não inverte. E aí então como ficarão os especialistas do CFO-CROs se os concursos exigirem ex-residentes? Eu duvido que o MEC-MS conceda a estes o direito de se intitularem residentes.

Imaginem a confusão!!!

Tudo se acertaria se CFO-MEC-MS sentassem para conversar. E que nesta conversa estivessem presentes cirurgiões dentistas com experiência comprovada em atuação hospitalar, saúde pública, conhecimento político, além de saber médico e acadêmico.

 

Encontro das Comissões em Minas

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Com a organização da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO de Minas Gerais, foi realizado o I Encontro Nacional das Comissões.

A Presidente da Comissão, Dra. Maria Thereza Martins e também as Dras. Alessandra Souza e Santuza Mendonça estão de parabéns pela forma tranquila com que foram conduzidos os trabalhos.

A opinião geral foi de que o principal objetivo do encontro foi alcançado, pois marcou a aproximação de diversos colegas que compõem as comissões nos demais estados, além de contar com vários interessados no tema.

As palestras permitiram que colegas já atuantes na Odontologia Hospitalar, em seus diversos segmentos, pudessem mostrar a capacidade do Cirurgião Dentista em compor o corpo clínico de profissionais na alta complexidade, e também o quanto é necessária esta entrada.

O evento comprovou o crescimento do movimento que já se consolidou em 18 estados brasileiros, sendo as comissões dos estados de Roraima e Sergipe as novas componentes do grupo.

Ao final da programação, aconteceu uma mesa redonda com a discussão de vários temas de interesse da classe como, legislação, principais atividades desenvolvidas pelas comissões nos CRO de cada estado, documento encaminhado para o CFO pelas COH`s, entre outros.

Um novo encontro será agendado para o Rio de Janeiro no segundo semestre deste ano a fim de discutir ações que tornem o movimento cada vez mais forte e coeso.

Idosos e osteoporose em sessão clínica da SBGG

Se você se interessa pelo atendimento de pacientes idosos, ou mesmo atua nas áreas da Odontogeriatria, Estomatologia, Pacientes Especiais ou na própria Odontologia Hospitalar, talvez seja interessante a participação em sessões clínicas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Abaixo um convite para uma sessão multidisciplinar envolvendo a osteoporose. Assunto que pode ser do interesse do cirurgião dentista por diversos motivos.

Se desejar seguem alguns artigos e links (odontológicos e médicos) que podem ajudá-lo a chegar ao evento com uma base de informações.

http://www.rjme.ro/RJME/resources/files/52041112331241.pdf

http://www.ijdr.in/article.asp?issn=0970-9290;year=2011;volume=22;issue=2;spage=270;epage=276;aulast=Vishwanath

http://www.medicinaoral.com/pubmed/medoralv16_i7_p905.pdf

http://www.scielo.br/pdf/bdj/v20n3/v20n3a12.pdf

http://www.ajronline.org/content/183/6/1755.full.pdf+html

http://www.springerlink.com/content/1383648644m0k7g2/fulltext.pdf

http://www.springerlink.com/content/457242u85071m115/

http://www.springerlink.com/content/9302673356×70675/

 

Clique na imagem para melhor visualização.

 

Começou a maior feira de produtos e serviços hospitalares

Começou hoje a Hospitalar 2012. Maior feira de produtos serviços e tecnologias para hospitais, clínicas e consultórios.

Se você mora em SP ou planeja ir à Hospitalar, dê uma passada no stand da Politec Saúde. Empresa que ajuda na manutenção deste site e teve a ousadia de comercializar o primeiro kit de higiene bucal específico para os pacientes entubados ou com distúrbios da deglutição.

A Politec Saúde, que representa este kit e vários outros produtos médicos e hospitalares, tem apresentado um grande crescimento em seus negócios no Brasil. Clique na imagem abaixo para mais informações.

 

“Doutor” Deco conhece de Medicina Oral

Há duas semanas li no jornal O Globo entrevista com o jogador Deco, do Fluminense FC, sobre suas condutas, experiências e readaptação ao futebol brasileiro.

Em certa parte do texto ele comenta sobre a orientação que deu ao jovem Wellington Nem para se consultar um cirurgião dentista a fim de procurar doenças bucais que pudessem estar comprometendo sua condição atlética, e dificultando uma recuperação no púbis.

Analisando a situação não é difícil comparar a exigência que um atleta faz de seu corpo, com a que um paciente comprometido faz com o que resta de saúde em seus órgãos e sistemas alterados.

E a boca adoecida de quem vive no limite de suas forças, de forma similar ao que ocorre nos debilitados, também pode servir de porta de entrada para micro-organismos patogênicos, além de desequilibrar sua resposta imunológica favorecendo, entre outras consequências, a exacerbação da resposta inflamatória, fato este que pode ter sido a causa da dificuldade de melhora da inflamação no púbis do Wellington Nem.

A questão respiratória é outro ponto crítico na vida desportiva, especialmente em crianças e adolescentes, que pode ser melhorada com um adequado desenvolvimento ósseo favorecido por procedimentos odontológicos.

Veja em recente artigo publicado na revista espanhola de Medicina Oral o estudo realizado em jogadores do FC Barcelona sobre a elevada presença de alterações bucais e também algumas orientações para condutas odontológicas nestes profissionais.

 

 

Pacientes com dor muscular e bruxismo refratário a tratamento com placa

Prezados colegas do Rio de Janeiro,

Quem porventura tiver conhecimento de pacientes com dor muscular orofacial severa decorrente de bruxismo refratário (que não respondeu) ao uso de dispositivos oclusais, ou outros tratamentos de rotina, me avise (telefone 8885-0811, ou email: paulopimentel@medicinaoral.com.br).

Estamos desenvolvendo um protocolo de uso de toxina botulínica no Hospital Federal dos Servidores para estes casos e temos material para ser utilizado em até 20 pacientes. Mas que não pode passar do dia 30 deste mês.

Outros protocolos serão também desenvolvidos para mioespasmo, luxação recorrente da ATM, distonias e bruxismo em pacientes com distúrbio cognitivo, mas estes casos devem esperar a chegada de novos lotes.