Resultados do II Encontro das Comissões

Em seu Código de Ética, editado pelo Conselho Federal de Odontologia, a profissão permite ao Cirurgião Dentista internar e assistir pacientes em ambiente hospitalar, porém é feita ressalva, no artigo 19, sobre a necessidade de obediência às normas do CFO para a atuação neste segmento.

Visando auxiliar os conselhos profissionais foram criadas as Comissões de Odontologia Hospitalar a partir de 2010, e, no II Encontro das Comissões realizado no RJ em 05 de outubro último, com a presença de 17 estados, elas foram normatizadas. Além dos representantes designados pelos Conselhos Regionais, também estiveram presentes oficialmente a SOBEP, a ABOPE e o CFO, representado pelo Dr. Outair Bastazzini. Além destes outros CDs interessados do RJ e de outros estados vieram prestigiar o encontro.

O nome das Comissões, que a partir de agora será “Odontologia Hospitalar”, sua estrutura administrativa, incluindo seus objetivos e funções são agora definidos e nacionalizados.

Em sua missão de auxiliar os conselhos, principal entidade da profissão e única responsável pelo exercício profissional e certificações, o II Encontro propôs o reconhecimento dos CDs já atuantes na área da Odontologia Hospitalar através de habilitação a ser conferida pelo CFO, segundo regras a serem definidas. Outra proposta foi que após esta habilitação somente sejam reconhecidos aptos ao exercício profissional neste segmento os CDs que cursarem um programa de residência.

Finalmente foi proposta a existência de uma representação oficial das Comissões junto ao CFO para assessorá-lo neste campo de atuação. Esta representação será composta por cinco representantes titulares e cinco suplentes das cinco regiões do país.

O caráter democrático, a cordialidade, a defesa incondicional dos interesses da profissão e a integração de conselhos regionais, além da participação do CFO e entidades da classe foram a marca deste encontro, que tem novo local e data para sua continuação e aprimoramento, em Natal (RN), no 1º semestre do próximo ano.

Acima imagem com o Dr. Outair Bastazini (representando o CFO) em primeiro plano e os representantes das Comissões de Odontologia Hospitalar dos 17 estados presentes.

Acima o Dr. Afonso Rocha, presidente do CRORJ, e a mesa que presidiu os trabalhos, Dra. Marcia Hirata (RJ), Prof. José Campos Sobrinho (RN) e Dra. Marília Vilela (RJ)

7 respostas para “Resultados do II Encontro das Comissões”

  1. Infelizmente não pude participar deste evento, porém gostaria de registrar meu apoio e parabenizar os participantes deste movimento.
    Liliane roskamp

  2. GOSTEI MUITO DE VER O DR.OUTAIR BASTAZINI NESSE ENCONTRO , ESTEVE TAMBÉM EM BRASÍLIA TAMBÉM REPRESENTANDO O CFO – ABRINDO O PRIMEIRO SIMPÓSIO NACIONAL DE ODONTOLOGIA INTENSIVA EM BRASÍLIA (VER SITE DO CFO),FINALMENTE, PARA QUEM DIZ QUE O CFO NÃO FAZ NADA, ESTÁ AÍ A RESPOSTA!ALBERTO MOREIRA.

  3. Prezado Dr. Alberto Moreira,
    Todos os representantes estaduais das comissões, assim como todos os interessados na Odontologia Hospitalar, só podem estar felizes pela presença de um representante oficial do CFO no II Encontro das Comissões. Foi a primeira vez que isto ocorreu.
    Porém, a questão da “Odontologia Intensiva” abordada em seu comentário não corresponde aos interesses das comissões estaduais de Odontologia Hospitalar já que advoga a atuação exclusiva no ambiente de cuidados intensivos. Para as comissões a atuação odontológica hospitalar não deve ser restrita a um ambiente específico, já que o mesmo paciente circula em diversos setores e o acompanhamento deste deve ser contínuo, podendo se estender ao ambulatório, enfermaria, centro cirúrgico, UTI ou mesmo emergências.
    Desta forma, houve consenso de que a formação adequada para a atuação hospitalar deve se dar por intermédio de residências, e não capacitações por curto período de tempo, como preconizam as entidades médicas de cuidados intensivos, AMIB e SOBRATI (*).
    Assim, não se pode acusar o CFO, que recentemente criou uma Câmara Técnica de Intensivismo sem consultar os CROs e suas comissões de Odontologia Hospitalar, de “não fazer nada”, mas é justa a crítica às decisões do CFO que não condizem com os interesses dos representantes oficiais da Odontologia Hospitalar nos estados.
    Por esta e outras razões, foi votada e aprovada por unanimidade a criação de uma representação oficial das comissões estaduais de Odontologia Hospitalar no CFO, assim, nossa principal entidade profissional poderá contar com o auxílio das comissões nas ações que dizem respeito à atuação do CD e profissionais auxiliares neste complexo ambiente.
    (*) Veja participação do Dr. Outair Bastazini (e do próprio CFO) no simpósio de Odontologia Intensiva, promovido pela SOBRATI, em http://cfo.org.br/destaques/cfo-integra-o-i-simposio-nacional-de-odontologia-intensiva/

  4. Prezado Dr. Paulo Pimentel , não preciso ler de novo sobre o Simpósio de Odontologia Intensiva , pois entendi muito bem!

    Fico feliz com a criação da Câmara técnica de intensivismo ,um ganho para os cirurgiões dentistas e fiquei muito feliz também com a criação da representação oficial das Comissões Estaduais de Odontologia Hospitalar no CFO.

    Os cirurgiões dentistas que advogam pelo intensivismo vem a muito tempo procurando o CFO , e conseguiram alguns resultados, o que para o meu modesto entendimento é o natural , ir no CFO. Eu quando fui a reunião em 14 de Março de 2012 falei para todos na reunião que o Dr. Outair Bastazini ( membro da Comissão de ensino do CFO) estava a disposisão das Comissões da odontologia hospitalar.

    Em um comentário seu parece-me que em março cita; primeiro a habilitação para profissionais que já atuam na área , depois o curso de intensivismo e depois a odontologia hospitalar, o que me parece muito razoável pois precisamos primeiro apagar o incêndio para depois arrumar a casa com a odontologia hospitalar.

    Tenho divulgado a medicina oral e odontologia hospitalar entre políticos e entidades do Rio de Janeiro ( odontológicas e não odontológicas).

    No projeto de lei estadual 1513/2012 ( o qual assessorei )- dentistas nas UTIs e outros profissionais da odontologia nos leitos dos hospitais estaduais, tenho uma foto que divulgo com a autora do PL Deputada Clarissa Garotinho e também existem outras fotos com vários políticos em que estou vestindo a camisa que vem escrito; MEDICINA ORAL E ODONTOLOGIA HOSPITALAR , venho também divulgando o SITE da medicina oral.

    Com certeza está divulgação está dando certo, veja a participação do Dr. Outair Bastazini e a matéria do II Encontro das Comissões no site do CFO.

    Um grande abraço:
    Dr. Alberto Moreira.

  5. CORREÇÃO DE PALAVRA.
    NO TERCEIRO PARAGRAFO NA QUINTA LINHA A PALAVA POSIÇÃO FOI DIGITADA ERRADA (POSISÃO).
    UM GRANDE ABRAÇO E CONTINUANDO NA LUTA EM FAVOR DA ODONTOLOGIA HOSPITALAR.
    DR. ALBERTO MOREIRA

  6. Alberto, as soluções imediatistas não são adequadas para a profissão, não agregam valor de longo prazo e vão expor a classe a situações constrangedoras perante outras profissões e pacientes.
    Não há como concordar com a entrada do CD clínico nos hospitais, dentro de seu ambiente mais complexo, sem que este possua uma bagagem de conhecimentos teóricos e práticos impossíveis de adquirir em uma simples capacitação.
    O CFO deve ser extremamente cuidadoso e cauteloso na certificação inicial dos profissionais em um primeiro momento e, após, deverá orientar que os novos profissionais entrem somente via residência.
    As parcerias com as entidades médicas são muito importantes e bem vindas, mas a normatização dos CDs na Odontologia Hospitalar deve ser objeto de discussão inicial entre CFO, MEC, MS e entidades da Odontologia e das especialidades já existentes, coordenado pelas comissões de OH e câmaras técnicas dos conselhos.
    Isto é responsabilidade, é respeito – por ouvir e decidir em conjunto com “todos” os interessados – e é DEMOCRACIA.

  7. PAULO , CONCORDO COM SUA EXPLANAÇÃO , É NA DEMOCRACIA E EM CONJUNTO QUE AS SITUAÇÕES DEVEM SER RESOLVIDAS , FICO FELIZ QUE O GRUPO CONSEGUIU UMA REPRESENTAÇÃO JUNTO AO CFO ; AGORA SIM ESTARÁ REPRESENTADO, SÓ QUE ACHO QUE ISSO DEVERIA TER ANDADO MAIS DEPRESSA, PORÉM NÃO ADIANTA OLHAR PARA TRÁS , CERTAMENTE EXISTIRAM MOTIVOS.
    FICO FELIZ PELA ODONTOLOGIA HOSPITALAR QUE ESTÁ MUITO BEM REPRESENTADA E PODERÁ SER OUVIDA COM CERTEZA DE FORMA DEMOCRÁTICA!
    UM GRANDE ABRAÇO:
    ALBERTO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *