Residência em Patologia Bucal

Em carta endereçada ao Presidente da SOBEP, Dr. Fábio Ramoa Pires, e publicada na SOBELIST, foi informada, pelo Professor Jeconias Cãmara, a criação da 1ª residência em Patologia Bucal no país, na Universidade Federal  do Amazonas (UFAM).

Informou ainda que o  Programa de Patologia Bucal foi criado e incluído na listagem de opções de Residências em Área Profissional de Saúde, estando em fase de preenchimento do  Projeto Pedagógico do  Programa da  Residência no sistema da  CNRMS  para avaliação e aprovação final.

Segundo o Prof. Jeconias, o Programa está previsto para iniciar em fevereiro de 2013 sendo direcionado, sobretudo, ao diagnóstico  morfológico.

Comentário do Portal: a patologia bucal, assim como a CTBMF, a odontologia clínica e a imagenologia odontológica compõem a Odontologia Hospitalar. Desta forma, agora só falta a imagenologia odontológica entrar plenamente dentro deste contexto para que a Odontologia Hospitalar fique consolidada.

5 respostas para “Residência em Patologia Bucal”

  1. A carta foi publicada na Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral, mas, segundo o comentário do Portal, a Estomatologia não faz parte da Odontologia Hospitalar. Certamente, pelo que entendo, o diagnóstico e tratamento de doenças estomatológicas não faz parte da Odontologia Hospitar, nem o tratamento de pacientes com doenças sistêmicas, ensinada por nós há dezenas de anos. O que se pretende? Formar uma nova especialidade abrangendo especialidades já existentes? Não digam que estou implicando, Basta ler o texto.
    Agora, falando de coisa bastante séria: se os formados em Patologia Oral não receberem nosso apoio não terão campo de trabalho tomado inteiramente por patologistas médicos. A oportunidade de trabalho em universidades, como sabemos, é um caminho estreito com poucas possibilidades. Temos discutido isto na Câmara Técnica de Estomatologia no CROSP.

  2. Caro Professor Jayro,
    Mais uma vez obrigado pela participação no site.
    Esclarecendo … considero a Estomatologia parte da Odontologia Clínica Hospitalar citada no texto, junto à OPNE, Periodontia, Dor Orofacial, Odontogeriatria e outras que porventura se façam necessárias como Endodontia, etc., . Peço que releia o texto, ou informe onde a Estomatologia foi “descartada”.
    Peço ainda que leia o post sobre a Residência no HC-USP, para entender que a Odontologia Hospitalar não é uma especialidade nova, e sim um termo aglutinador (como poderia ser a Medicina Oral, se não houvesse tanta incompreensão) de formações.
    Veja que as áreas de concentração correspondem a DTM-DOF e OPNE, ambas reconhecidas pelo CFO. A Estomatologia poderia perfeitamente estar entre elas e assim certamente enriqueceria a pós-graduação.
    Sobre a Patologia Bucal, vemos sofrer a concorrência feroz da Patologia Médica. A formação baseada em residência citada é a principal medida já tomada para modificar esta realidade.
    Parabéns ao Professor Jeconias e à UFAM

  3. Reli o cometário do portal que está caima e não vi,outra vez, a palavra Estomatologia. Li Patologia Bucal, CTBMF, Odontologia Clínica e Imaginologia.
    Infelizmente a criação de uma residência (e não estou fazendo crítica alguma a ela, portanto, parabéns ao Prof. Jeconias) não bastará para salvar a Patologia Oral como profissão. Minha experiência diz-me outra coisa e ela difere da sua opinião. É necessário que os centros de diagnóstico (laboratórios privados) reconheçam o valor da presença deste profissionais e os dentistas passem a trabalhar em prol deste reconhecimento. Estomatologistas que tentam fazer diagnóstico sabem que muitas verzdes, quando vem laudos feitos por médicos, ficam com mais dúvidas do que com eswclarecimentos.

  4. Prezado Jayro, nossas opiniões são divergentes quanto ao que consideramos ser a odontologia clínica no ambiente hospitalar.
    Fique a vontade para expressar suas convicções aqui.
    Me comprometo a respeitá-las e, permita-me, refutá-las quando achar necessário.

    1. Não tenho nenhuma dúvida e te nho também respeito sobre seu direito de refutar o que escrevo. É das discussões acadêmicas que surgem as boas ideias.

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