Juiz de Fora e a Medicina Oral

Fui convidado para ministrar uma palestra no 8º ODONTOMATA, congresso odontológico da Zona da Mata mineira. De início estranhei pois não conhecia ninguém de lá, mas como é uma cidade próxima ao Rio não recusei, apesar de não ter sido comunicado inicialmente sobre qual tema seria minha aula.

Depois de algumas idas e vindas o tema escolhido foi o controle odontológico da apneia do sono e ronco, mas, saber de onde havia partido o convite ainda me deixava curioso.

A dúvida se desfez quando optei pela ida à abertura do 8º ODONTOMATA e conheci a Profa. Patrícia Touma, que me informou que um certo periodontista da UERJ (de nome Carlos Marcelo Figueiredo) havia me aprontado esta honrosa indicação.

Como tudo a minha volta conspira para a Medicina Oral, recebi um exemplar de um livro escrito em homenagem a ABOJF pela jornalista Gisele Simões. Abri na página que biografava o saudoso Prof. Augusto Coelho e Souza (ACS) – que morou, clinicou e ensinou em JF por muito tempo – e  descobri que já em 1905 ele lutava para lecionar Fisiologia Geral para CDs (pois o currículo, elaborado por médicos, apenas recomendava um resumo básico).

O Prof. Cadetrático de Fisiologia Eduardo de Menezes concordou com ACS e disse aos seus pares: “é preciso que o CD saiba fisiologia geral para aprender como da causa se passa aos efeitos”. 

Inspirado pelo Prof. Menezes, a mesma luta ACS travou ao exigir que fosse ministrada a Patologia Geral aos alunos de Odontologia, e não apenas a Patologia Dentária, como se preconizava.

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Em Juiz de Fora e em Augusto Coelho e Souza encontrei mais um motivo para continuar lutando para que a Odontologia encontre seu devido lugar.

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