Esclarecimentos gerais sobre o Curso de Odontologia Hospitalar da ABORJ

      

É com orgulho que comunicamos a abertura do primeiro curso de Odontologia Hospitalar da ABORJ. O curso também tem o apoio da Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro e Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.

O curso funciona em formato de módulos e se estenderá até dezembro de 2013. Ainda existem vagas disponíveis e, dependendo do número de novos alunos, também poderemos repetir o 1º módulo ao final do curso. Veja a programação e imagens do primeiro módulo em http://www.medicinaoral.org/2013/05/18/1o-modulo-do-curso-de-odontologia-hospitalar-da-aborj/.

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Programação do próximo módulo: http://www.medicinaoral.org/2013/05/31/2o-modulo-do-curso-de-odontologia-hospitalar-da-aborj/

Inscrições: http://www.medicinaoral.org/2013/04/09/curso-de-atualizacao-em-odontologia-hospitalar-na-aborj/

Mais informações em: http://www.medicinaoral.org/2013/05/16/curso-de-odontologia-hospitalar-da-aborj/

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Veja ainda o vídeo ou leia o texto abaixo para saber mais o que se entende por Odontologia Hospitalar.

1-Porque o Grupo do Rio de Janeiro resolveu criar o curso de OH na ABORJ?

O curso de referência do Grupo do Rio de Janeiro estava sendo realizado em um hospital geral, mas por dificuldades administrativas não foi mais possível a realização deste curso naquela instituição.
A ABORJ, então surgiu como uma alternativa afinal é a casa do dentista fluminense. Lá sempre há o interesse em divulgar novas áreas. E um exemplo foi o auxílio político que deu para o PL 2776, que trata da Odontologia Hospitalar.
Conta ainda com dirigentes que promovem continuamente o crescimento técnico e científico da profissão.

2- O que os alunos podem esperar do curso?

Conhecer através de profissionais experientes e com vivência hospitalar os principais protocolos de atuação junto aos demais serviços hospitalares e junto aos pacientes com diversos graus complexidade, nos vários setores.
O paciente hospitalar é pouco assistido em suas demandas bucais, assim o aluno deverá aprender a agir como um divulgador e promotor da saúde oral.
Abordaremos as principais rotinas, o jargão, a estruturação do prontuário e a própria cultura hospitalar.
Serão orientados para acesso à literatura pertinente em cada situação, favorecendo a tomada de decisões.
E serão explicadas as situações clínicas que exigem a intervenção hospitalar, especialmente nos casos de pacientes ASA III e IV, de maior gravidade e que precisam de sedação, monitorização de sinais vitais, linha venosa e equipe com preparo para lidar com emergências médicas durante o atendimento.
Outro benefício do curso é que torna o profissional mais preparado e seguro, mesmo para a atuação ambulatorial em consultórios ou na própria odontologia domiciliar.

3- Qual a diferença que este curso tem em relação a outros cursos de OH que estão sendo oferecidos no país?

Nos identificamos ideologicamente com grupos que preconizam a necessidade de formação ampla para atuação em todo o hospital antes da formação específica para um setor. Este, inclusive, foi o resultado de um consenso nacional realizado em 2012.
Não concordamos com os grupos que estão realizando cursos para atuação em UTI, sem que os alunos tenham tido um prévio conhecimento sobre os protocolos gerais de atendimento ao paciente sistemicamente comprometido.
Assim, valorizamos todos os setores hospitalares e protocolos pois o foco é a necessidade do paciente, independente do local onde se encontra.
Nos preocupa o movimento da Odontologia focada em setores específicos como UTI. Afinal nas UTIs os comprometimentos sistêmicos são os de maior complexidade e para realização de procedimentos o conhecimento dos protocolos gerais é essencial. Lá estão os mais graves casos de imunosupressão, transplantados, portadores de cardio – neuro e pneumopatias, doentes oncológicos, em cuidados paliativos, renais crônicos e dialisados, com infecções avançadas, politraumatizados, entre outros.
Outra diferença é que neste curso valorizamos mais os procedimentos exclusivos do CD e a parceria com as equipes de enfermagem para a realização da inspeção bucal e rotinas de higienização e descontaminação, desde a triagem até a alta.
Assim, não achamos ser necessária a presença contínua do CD em UTIs para a descontaminação oral visando a prevenção da PAV como pensam outros grupos. Explicamos que o papel do CD junto aos pacientes em UTI deve ser entendido em um nível diferenciado, mas integrado ao que se exige de um profissional de nível superior.

4- Como estão as oportunidades no mercado de trabalho?

Ao mesmo tempo que há uma demanda de pacientes que não recebe atendimento adequado, por outro lado existem dificuldades administrativas que precisam ser superadas. A contratação de CDs pelos hospitais ou a organização de empresas de prestação de serviços são necessidades urgentes que certamente aumentarão as oportunidades.
Os projetos de lei que estão propondo a exigência obrigatória de dentistas em hospitais podem ajudar, mas é essencial que, na prática, seja entendidos como a participação do CD em todo o hospital, a exemplo da lei municipal que foi aprovada no município de Niterói, e que entrará em vigor no próximo mês.
O grupo do Rio de Janeiro já está se estruturando para a criação de uma pessoa jurídica com este fim. Temos exemplos de outras PJ atuando em São Paulo e Porto Alegre que têm conseguido um bom resultado.

5- Este curso é reconhecido por alguma entidade médica, pelo CFO ou pelo MEC?

As entidades médicas são importantes aliadas para a divulgação dos protocolos interdisciplinares onde a odontologia é parceira de especialidades médicas no tratamento dos pacientes em geral. Mas elas não estão autorizadas a habilitarem CDs para atuação específica. É vedada inclusive a divulgação destas habiltações com finalidade de propaganda profissional, pois se constitui em infração ética.
Os únicos órgãos responsáveis pela formação profissional oficial do CD continuam sendo o CFO  e o MEC.
Apesar de haver conversas com o CFO a respeito da normatização da atuação hospitalar ainda não há uma habilitação oficial reconhecida.
Assim este curso tem mais um caráter de aumento da informação geral sobre esta área, que certamente pode ser útil quando uma habilitação oficial for criada.
Outra formação em voga atualmente são as residências mas, com poucas exceções como a do HC-USP, estão estruturadas para atuações específicas, sem a visão hospitalar geral. Também representam uma dificuldade para os profissionais que não dispõem de tempo para cursá-las. Contudo, acreditamos que no futuro devam ser as referências para a área.

6- É preciso ser especialista em alguma área para atuar na Odontologia Hospitalar Clínica?

Nenhuma especialidade da Odontologia hoje prepara o dentista para a atuação clínica plena em nível hospitalar. Neste curso mostramos como é importante uma integração dos conhecimentos de diversas disciplinas que compõem a Medicina Oral (como a área é reconhecida mundialmente) como a farmacologia, semiologia, clínica médica, estomatologia, OPNE e dor orofacial. Mas também valorizamos as áreas da odontogeriatria, periodontia, odontopediatria e a própria cirurgia oral.

7- Tenho compromissos em algumas datas dos módulos, ou não assisti o primeiro. Isto me impedirá de fazer o curso?

A necessidade de frequência total é de 70%, portanto a falta a algum módulo isoladamente não será um problema.
Procuraremos também gravar as aulas e pedir que os palestrantes disponibilizem os arquivos e artigos citados.
Também utilizaremos um site de acesso limitado que será um canal de comunicação constante entre professores e alunos.

(*) ainda existem vagas disponíveis e, dependendo do número de novos alunos, também poderemos repetir o 1º módulo ao final do curso.

8- Na vivência hospitalar poderemos atuar junto aos pacientes?

Para que isso fosse possível seria preciso um nível de relacionamento jurídico com os hospitais que tornasse viável a realização dos procedimentos. Também não temos, hoje, um hospital escola no Rio de Janeiro que permita isso.
Com a formalização da pessoa jurídica pelo grupo do Rio de Janeiro, acreditamos que um próximo curso possibilite este nível de atuação.

2º Módulo do Curso de Odontologia Hospitalar da ABORJ

Datas – 21 e 22/junho de 2013

Sexta-feira, dia 21/06

8:00hs – Final apresentação geral dos alunos e avaliação conteúdo do primeiro módulo. (Profs. Paulo Pimentel – HFSE e Jorge Barbosa – HEMORIO)

8:30hs – Fisioterapia Respiratória em Unidades Intensivas (Prof. Rafael Floriano – Fisioterapeuta)

10:00hs – INTERVALO

10:15hs – Periodontia Médica: conceitos gerais. (Prof. Carlos Marcelo Figueiredo – UERJ)

12:00hs – ALMOÇO

13:30hs – Cardiologia para CDs: hipertensão, IAM, angina pectoris, insuficiência cardíaca, arritmias. (Profa. Martha Demétrio Rustum – Cardiologista)

15:00hs – INTERVALO

15:15hs – Emergências de origem cardiológica. (Profa. Martha Demétrio Rustum – Cardiologista)

16:30 – Atendimento de pacientes anticoagulados. (Prof. Paulo Moreira – Periodontia / INC)

18:00hs – Encerramento

Sábado, dia 22/06

8:00hs – Endocardite infecciosa e uso de vasoconstrictores em pacientes cardiopatas. (Prof. Flavio Merly – CTBMF / Estomatologia / HFSE, UFF)

10:00hs – Intervalo

10:15hs – Atendimento odontológico em centro cirúrgico: rotinas gerais, preparo geral, monitorização, linha venosa, emergências médicas. (Profs. Rafael Fróes, Livia da Costa Pereira, Ana Miceli – CTBMF/HFSE)

12:00hs – ALMOÇO

13:30hs – Protocolo de redução de estresse. (Prof. Rui Guedes da Silva – CTBMF / Estomatologia)

15:30hs – Intervalo

15:45hs – Discussão científica: Interações medicamentosas em paciente cardiopata – debate de casos clínicos e tomada de decisões. (Profs. Paulo Pimentel e Jorge Barbosa)

18:00hs – Encerramento

Casos de difícil controle em dor orofacial

SIMPÓSIO DE DTM e DOR OROFACIAL

Condutas em Casos de Difícil Controle

REALIZAÇÃO: SERVIÇO DE DOR OROFACIAL E DTM DA ABORJ

COORDENAÇÃO: PAULO PIMENTEL

Local e data: RIOCENTRO – 13 de julho, sábado, de 14:00 às 18:00hs

PROGRAMAÇÃO (ver http://www.ciorj.org.br/pdfs/SIMPOSIO_DTM.pdf)

Professores convidados: Osvaldo J. M. Nascimento, Bruno Mattos Coutinho, Francisco J. Pereira Jr., Paulo Pimentel, Laira M. de Bragança Soares, Marco Aurélio Domingues Bruno, Marcia Magacho.

Trabalho brasileiro premiado no SCDA

Os colegas do GMOH-RJ Almir Oliva e Ingrid Petra, que apresentaram trabalho sobre o tratamento odontológico em pacientes com mal de Alzheimer, foram premiados no último encontro da SCDA, associação americana para tratamento de pacientes com necessidades especiais.

Parabéns aos ilustres e premiados cirurgiões dentistas

Abaixo (à esq.) o Prof. Almir Oliva Filho durante apresentação no CRO-RJ junto ao Prof. Héliton Spíndola em março deste ano.

Reunião sobre a Odontologia Hospitalar no XXI Congresso da SOBEP

REUNIÃO
ODONTOLOGIA HOSPITALAR – considerações sobre a atuação dos estomatologistas no ambiente hospitalar

Profa. Dra. Aguida Miranda (UES – RJ)
Prof. Dr. Cassius Torres (UFPR)
Prof. Dr. Celso Augusto Lemos-Júnior (USP)
Prof. Dr. Fabricio Bitu Sousa (UFC)
Profa. Dra. Karen Loureiro Weigert (PUCRS – RS)
Prof. Dr. Marcelo Marcucci (UMC – SP)
Prof. Dr. Paulo Santos (FOB – USP)

Atalho: http://www.estomatologiabahia.com.br/programa-preliminar.html

Poster sobre 1º pólo de dor orofacial no SUS, no meeting de Medicina Oral no Texas

O primeiro pólo de dor orofacial e DTM da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro foi inaugurado em meados de 2012. De lá para cá são centenas de pacientes atendidos.

Baseado nesta inovadora experiência apresentamos no encontro da Academia Americana de Medicina Oral um resumo de nossos resultados iniciais.

Abaixo algumas das ilustres colegas brasileiras também presentes ao encontro.

Da esq. para dir. Profas. Isabela Castro, Karin Fernandes, Marina Galottinni e Milena