Odontologia Hospitalar no XXI CIORJ

Após a overdose de Odontologia que um congresso grandioso como o XXI CIORJ disponibiliza resta quantificar os resultados e planejar as próximas ações.

O Simpósio de Odontologia Hospitalar foi, mais uma vez, um sucesso. Apesar da renovação que foi feita através do convite a colegas que não haviam palestrado no último CIORJ, não houve qualquer prejuízo na qualidade das informações e das apresentações oferecidas.

Eu tive a honra de moderar a palestra da Profa. Ana Maria Antonelli, especialista em Prótese Dentária e Dentística Restauradora e atuante na Odontogeriatria, que nos brindou com conhecimento, dedicação e casos clínicos que mostraram a importância do saber odontológico restaurador na condução dos casos em pacientes especiais no ambiente hospitalar ou domiciliar.

Profa. Ana Maria Antonelli e eu em clique do Dr. Guilherme Peçanha do Hospital de Aeronáutica dos Afonsos

Isto só mostra o crescimento que a área teve e seu vigor sedimentando de vez a OH na grade científica do CIORJ.

Obrigado aos Profs. Héliton Spíndola e Paulo Moreira pela organização.

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A mim e ao Dr. Jorge Barbosa coube a abertura de uma nova frente para a OH através da participação no stand do CRO-RJ na parte comercial do XXI CIORJ onde diálogos foram mantidos com a diretoria do CFO a respeito dos resultados dos últimos encontros e possibilidade de criação de um grupo de trabalho de Odontologia Hospitalar na principal entidade da Odontologia brasileira.

Também foram feitos contatos com membros da equipe de fiscalização do CRO-RJ sobre as resoluções da ANVISA que já instituem a necessidade da presença do cirurgião dentista no ambiente hospitalar, assim como a existência de um espaço físico apropriado, vide as RDCs 7 e 50.

Especial agradecimento é feito ao Dr. Afonso Rocha, presidente do CRO-RJ, pela generosidade na concessão do espaço, ao Dr. Maurício Moreira, do laboratório Gross, pelo patrocínio para a confecção dos folhetos de divulgação e dos demais colegas do GMOH-RJ, Drs. Marcia Hirata, Alberto Matos, Adriana Matos e Eloisa Assumpção.

 

Nelson Rhodus no Brasil

Perspectives on Oral Medicine for the Modern Comprehensive Dental Health Care Professional

Dia 18/07 de 08:00 as 12:00hs

Coordenação: Profa. Dra. Patrícia Lamberti (UFBA)

Um dos autores do best seller “Manejo Odontologico do Paciente Clinicamente Comprometido” é um dos palestrantes do próximo Congresso da SOBE em Salvador.

Oportunidade imperdível para quem quer expandir a visão do atendimento odontológico, especialmente no ambiente hospitalar.

É, por isso, um dos grandes nomes da Medicina Oral mundial.

Parabéns aos organizadores da SOBE por viabilizar a vinda deste renomado professor.

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Conforme já anunciado aqui, os interessados na Odontologia Hospitalar também não devem perder a atividade do dia 17 das 14:00 às 16:00hs.

REUNIÃO
ODONTOLOGIA HOSPITALAR – considerações sobre a atuação dos estomatologistas no ambiente hospitalar

Profa. Dra. Aguida Miranda (UES – RJ)

Prof. Dr. Cassius Torres (UFPR)

Prof. Dr. Celso Augusto Lemos-Júnior (USP)

Prof. Dr. Fabricio Bitu Sousa (UFC)

Profa. Dra. Karen Loureiro Weigert (PUCRS – RS)

Prof. Dr. Marcelo Marcucci (UMC – SP)

Prof. Dr. Paulo Santos (FOB – USP)

 

Atualização em DTM e dor orofacial na ABORJ

OBJETIVO

Proporcionar ao aluno o reconhecimento dos principais fatores relacionados à origem e permanência das dores orofaciais complexas e disfunções têmporomandibulares, assim como as possibilidades terapêuticas mais atuais, vivência clínica e atuação interdisciplinar.

PROGRAMA BÁSICO

  • O diagnóstico na clínica de DTM e Dor Orofacial
  • Farmacoterapia para Dor Orofacial (incluindo uso da toxina botulínica)
  • Compreensão dos mecanismos da dor
  • Controle do bruxismo
  • Controle do ronco e apneia do sono
  • Tratamento clínico e reabilitação física das DTMs e Dores Orofaciais

PÚBLICO ALVO

Profissionais

Estudantes

Outras áreas:

Cirurgiões dentistas

Último período do curso de graduação

Fisioterapeutas e Fonoaudiólogos

COORDENAÇÃO

Paulo A. Pimentel Jr.

  • Especialista e Mestre – Dor Orofacial e DTM (CFO), Patologia Bucal (UFF)
  • Staff do Serviço de Cirurgia Oral e Maxilofacial do HFSE

PROFESSORES

Laira Soares – Especialista e Mestre em DTM / DOF (SLM)

Marcia Magacho

Total: 220 horas

Duração: 13 de março a 18 de dezembro de 2014

Horários: quintas-feiras de 13:30 às 18:30

MAIS INFORMAÇÕES

Centro de Aperfeiçoamento Profissional da ABORJ – 2504-0002 r: 214/218

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ABERTURA DO CURSO – WORKSHOP SOBRE BIOFEEDBACK

Data e horário: 13 de março de 2014, das 09 às 17hs

Local: ABORJ – Rio Comprido, RJ

Parte teórica: História, uso geral e a aplicação racional em Odontologia.

Prática: Uso em paciente selecionado do Serviço de DTM e Dor Orofacial da ABORJ.

(*) gratuito e restrito aos alunos e colaboradores do Curso de DTM e Dor Orofacial da ABORJ

Certificação de Cirurgiões Dentistas em Odontologia Hospitalar

Conforme noticiado recentemente, há um interesse das Comissões de Odontologia Hospitalar dos CROs em auxiliar na criação de certificação dos CDs que atuarão nos hospitais.

Para que isso ocorra deverá haver, inicialmente, o respaldo do CFO. Também uma série de acordos deverão ser levados adiante com entidades da Odontologia. Finalmente entidades Multiprofissionais poderão validar em conjunto estes profissionais para atuação em segmentos específicos.

Um grupo de trabalho está sendo proposto ao CFO para levar adiante esta ideia, que não é nova. Abaixo alguns sites e informações sobre ações semelhantes realizadas entre a Enfermagem, Fisioterapia e a AMIB, esta uma entidade de Medicina Intensiva, a quem não cabe o papel de certificar profissionais de outras áreas da saúde que não médicos.

ENFERMAGEM

http://www.abenti.org.br/

http://www.amib.org.br/detalhe/noticia/abenti-e-amib/

http://www.medicinaoral.org/wp-content/uploads/2013/07/Estatuto-ABENTI-4.pdf

FISIOTERAPIA

http://www.assobrafir.com.br/

http://www.assobrafir.com.br/noticias_abre.asp?id=115&area=2&secao=2

http://www.coffito.org.br/conteudo/con_view.asp?secao=26

Além da área do intensivismo, existe a possibilidade de se criar parcerias na certificação em diversas outras áreas de conhecimentos multiprofissionais com aplicação hospitalar como em cardiologia, neurologia, oncologia, hematologia, endocrinologia, sono, etc..

Porque o papel de certificação de um CD é prerrogativa exclusiva do MEC, CFO ou de entidade a ser indicada por estes.

Capacitação combinada de OPNE, Odontogeriatria e Odontologia Hospitalar

A criação das novas especialidades na última ANEO (Assembleia Nacional das Especialidades Odontológicas)  em 2002 faz parte de um processo democrático e aberto de legitimar novas áreas de atuação e conhecimentos.

Isto poderia ser visto como fazendo parte da evolução natural da profissão, na medida que acompanha tendências antes não privilegiadas por especialidades já existentes.

Nos últimos anos, no entanto, tenho me empenhado em trazer um outro ponto de vista sobre esta conduta do CFO. Pois, o que aparentemente soa como democracia e liberdade de expressão, pode na verdade provocar uma fragmentação e enfraquecimento de especialidades já existentes.

Talvez isso ocorra com facilidade na Odontologia pela falta de representatividade das associações de especialidade que, em nosso caso, não gerem as especialidades de fato, sendo apenas núcleos de divulgação científica e acadêmica. Quem o faz de fato é o CFO.

O caso da Estomatologia é exemplar.

Na sua criação há algumas décadas, adaptada do modelo norte-americano e europeu de Medicina Oral, havia a intenção de que fosse muito mais ampla do que se apresenta hoje, abrangendo também o atendimento aos pacientes sistemicamente comprometidos e a dor orofacial. O que naturalmente a levaria a ser a especialidade responsável pela Odontologia Hospitalar.

Talvez por inércia ou falta de visão estratégica, a Estomatologia se acomodou em um contexto de formação por especializações de formato reduzido, prático e teórico, regida pelo CFO, sem as necessárias residências.

E se concentrou nas ações relacionadas ao diagnóstico oral das alterações patológicas da cavidade oral e anexos, especialmente da mucosa oral.

Assim, em 2002, abriu-se espaço para a criação da OPNE, Odontogeriatria e Dor Orofacial, fragmentando a Medicina Oral originalmente planejada, mas não cumprida.

Na última década especialistas em Periodontia resgataram de forma magnífica o conceito da importância do controle do meio ambiente bucal em ambiente hospitalar para a prevenção e minimização dos efeitos da ação de biofilmes nos dentes, próteses e tubos de ventilação mecânica.

A Odontologia Hospitalar então ganhou força e, especialmente no ambiente de cuidados intensivos, projeta a criação de nova especialidade, habilitação ou certificação, fragmentando mais ainda os conhecimentos e filosofia original da Medicina Oral.

No último encontro das Comissões de Odontologia Hospitalar, em Natal-RN, foi levantada a preocupação com esta proposta em futura ANEO, a ser promovida em breve pelo CFO.

Foi votada então, e aprovada, a resolução de que a OH deva ser uma área de atuação sem que uma nova especialidade seja criada. Mas, se houver maioria, em uma futura ANEO, de delegados que queiram criar uma nova especialidade, todo este esforço das comissões pode se esvair.

No sopro de mudanças que as manifestações de rua trazem, a Odontologia também não pode ficar de fora. A criação de novas especialidades por futura ANEO talvez não seja uma opção adequada em termos institucionais, na medida que as especialidades existentes não têm força política para evitar que conhecimentos novos sejam levados a condição de especialidade, subdividindo e enfraquecendo o conhecimento original.

O modelo da Medicina, onde as especialidades possuem a capacidade de autogestão nas emissões de títulos de especialista, com a AMB sendo a regente oficialmente respaldada pelo CFM, pode ser uma solução mais adequada.

Assim, ao CFO, é sugerida uma revisão de seu papel regulador das especialidades odontológicas, cedendo espaço para que entidades das especialidades possam ter mais relevância na emissão e reconhecimento de titulações.

E, quem sabe, um novo conceito possa ser criado em futuras ANEO, o de fusão de especialidades. Exemplos já estão surgindo.