A estratégia institucional da Odontologia Hospitalar

Conforme tem sido constantemente noticiado neste site há um movimento crescente iniciado há alguns anos de estruturação e ativação das Comissões de Odontologia Hospitalar nos CROs do país.

Na última reunião nacional destas comissões, realizado em Natal-RN, foram decididas algumas questões importantes sobre a organização da atuação do CD no ambiente hospitalar (ver http://www.medicinaoral.org/2013/06/17/resultados-do-encontro-de-natal-de-oh/).

De acordo com a estratégia traçada, no próximo encontro nacional das comissões, em São Paulo, deverá ser debatida a definição de uma entidade odontológica (existente ou a ser fundada) para o reconhecimento e regulamentação dos profissionais a atuar na área da Odontologia Hospitalar nos moldes de certificação ou selo de qualidade. Para este encontro foi concebida a ideia de contato com as principais entidades relacionadas à atuação do CD hospitalar.

Como se observa é um caminho novo para a Odontologia, afinal a normatização do CD neste segmento tão complexo, segundo a opinião prevalente no encontro, não deverá obedecer as mesmas regras já existentes de registro de especialidade ou habilitação.

Também se descortina um novo modelo onde uma entidade, designada pelo CFO, seria responsável pela gerência das chancelas de qualificação profissional. Algo semelhante a isso só se vê na ação do Colégio Brasileiro de CTBMF.

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E um momento oportuno para serem sedimentadas estas propostas … é o encontro dos conselheiros de todo país na próxima plenária nacional, agora em outubro.

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Outra novidade desta proposta é a integração com as sociedades e associações médicas, multiprofissionais e odontológicas que tenham relação com a Odontologia Hospitalar. Assim, um CD atuante em hospitais poderia contar com o duplo respaldo, e chancela, de entidades médico-odontológicas.

Mais uma sugestão do encontro foi a indicação de colegas representantes regionais, pertencentes às comissões, para a composição de um grupo de trabalho junto ao CFO. Este grupo teria a missão de auxiliar o CFO na organização dos encontros, além de questões administrativas afins.

São caminhos novos e possíveis, mas que dependem de um esforço conjunto de todos os interessados, no caso os líderes da profissão, os CDs atuantes ou colaboradores das comissões de Odontologia Hospitalar dos CROs e os colegas que já militam ou desejem se iniciar na alta complexidade.

E um momento oportuno para serem sedimentadas estas propostas, além da oficialização do grupo de trabalho de Odontologia Hospitalar do CFO, é o encontro dos conselheiros de todo país na próxima plenária nacional, agora em outubro.

Converse com seu representante estadual e participe desta mobilização em prol da Odontologia.

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