Hospital de Angola necessita de médicos estomatologista e anestesista; e o que isso tem a ver com a Odontologia Hospitalar

A interessante notícia disponível aqui, coloca o Médico Estomatologista (o Cirurgião Dentista de Angola) em pé de igualdade com o Anestesista. Ainda não entendi direito porque esse tipo de estratificação da saúde humana seguiu diferentes caminhos pois, em alguns países a Odontologia é parte da Medicina, em outros, como o Brasil, é uma profissão distinta. Pelo que sei, o padrão europeu em geral era de união das duas áreas mas, nos EUA, a Odontologia se estruturou a parte da Medicina e criou-se um novo padrão, que acabou sendo copiado por outros países. Não tenho absoluta certeza disso e apreciaria comentários esclarecedores.

Outra coisa que não compreendo é a dificuldade de CDs brasileiros em enxergar a Odontologia como uma área médica de fato, independentemente se há ou não separação entre as duas profissões. Ter que explicar a importância que o conhecimento médico tem para o CD moderno não é tarefa simples. A maioria não visualiza a necessidade da farmacologia, fisiologia, clínica médica e patologia geral ensinadas de forma plena ao estudante de Odontologia. Porém, se este aluno futuramente tiver que atuar na área hospitalar, junto a pacientes complexos ou tendo que realizar diagnósticos de alta especificidade, ele certamente vai lamentar a falta do conhecimento básico, o qual precisará buscar por conta própria.

A Odontologia brasileira começará uma nova etapa de reconstrução com a criação da habilitação em Odontologia Hospitalar. Quem sabe com a formação destes novos profissionais a profissão não muda o seu rumo? Os novos postos de trabalho precisarão ser ocupados com profissionais comprometidos com a área e que saibam da importância que ela tem para a reconstrução da profissão.

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