Residência Multiprofissional em Odontologia Hospitalar (UTI) – Sergipe

Inscrições para residência em UTI no Hospital Cirurgia
Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva Adulto
(Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Hospital de Cirurgia anuncia que estão abertas as inscrições para a Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva Adulto. São duas vagas para cada uma das profissões do programa — Fisioterapia, Enfermagem, Odontologia e Serviço Social. As inscrições vão até o dia 5 de janeiro de 2015. O candidato pode se inscrever através do site, onde também está disponível o edital do concurso para mais informações. Os aprovados receberão, pelo período de dois anos, uma bolsa do Ministério da Saúde no valor de R$ 2907,00.

Sobre a Residência Multiprofissional

A Residência Multiprofissional tem caráter interdisciplinar e oferece ensino e atendimento odontológico, fisioterápico, de enfermagem e serviço social aos pacientes internados nas duas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital de Cirurgia, além de atuar decisivamente na recuperação daqueles que passaram por procedimentos cirúrgicos, contribuindo para a diminuição dos tempos de internamento e otimizando a reabilitação.

Cada vez mais a assistência ao paciente em UTI é feita de forma multiprofissional. A publicação da Resolução N° 7 da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que tornou obrigatória a presença nas UTIs de vários profissionais da área da Saúde, tais como cirurgiões dentistas, assistentes sociais e fisioterapeutas, entre outros, só fez acentuar a necessidade de preparar tais profissionais para atuar de maneira integrada.

Os residentes do Serviço de Odontologia Hospitalar atendem a pacientes internados nas UTIs do Hospital de Cirurgia, contribuindo para a redução do tempo e dos custos de internação e aumentando a oferta de leitos. Pacientes entubados podem vir a desenvolver pneumonia, uma das maiores causas de mortalidade em UTIs, e os cuidados com a saúde bucal diminuem em até 70% a incidência dessa patologia, de acordo com dados da literatura internacional e comprovados pela Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HC.

O Serviço de Fisioterapia também atua na recuperação e reintegração dos pacientes, contribuindo para a diminuição dos tempos de internação e otimizando a reabilitação; apenas na UTI Cardiológica, o tempo médio de internação passou de 12 para 7 a 8 dias.

O profissional de Serviço Social desenvolve, em conjunto com uma equipe multiprofissional, uma interação comunicativa essencial, colocando em prática sua disponibilidade interna para se envolver em ações recíprocas pessoa-a-pessoa e o compromisso de usar a comunicação como um instrumento terapêutico.

Já o foco do enfermeiro intensivista é aplicar o Processo de Enfermagem, instrumento que direciona o profissional a tomar decisões, gerenciar e avaliar o cuidado de enfermagem ao paciente crítico, desenvolvendo ações nas áreas de gestão, ensino, pesquisa e assistência e possibilitando a sistematização da prática assistencial individualizada e integral.

Sobre o Hospital de Cirurgia

O Hospital de Cirurgia, fundado em 1923, é um Hospital Geral, com serviços terciários de referência para o Sistema Único de Saúde em atendimentos ambulatoriais, de média e alta complexidade para todo o estado de Sergipe. Mantido pela Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, é o maior prestador de serviços ao SUS no Estado de Sergipe.

Fonte: http://www.infonet.com.br/saude/ler.asp?id=167051

ANEO 2014 – O epílogo da saga da Odontologia Hospitalar

A criação deste blog, em 2008, não coincidentemente ocorreu em meio a uma confluência de fatores favoráveis à necessidade de ampliação da visão do CD sobre os conceitos médicos que norteiam a Medicina Oral. Neste ano foi apresentado o projeto de lei 2776 que recomendava a Odontologia em UTIs e também neste ano deu-se a união de esforços em prol da Odontologia no meio hospitalar, em encontro no HEMORIO. Começava o primeiro capítulo de uma luta ideológica ferrenha entre campos diferentes de visão sobre o que representa a Odontologia como área da saúde e como profissão.

De um lado estavam os CDs de visão ampla que entendem a Odontologia como uma especialidade médica que, apesar de apresentar-se como uma profissão a parte, têm obrigações, direitos e deveres idênticos aos egressos das faculdades de Medicina, já que, como estes, são os únicos profissionais da saúde humana que prescrevem drogas, dão diagnóstico, realizam procedimentos invasivos e internam pacientes, entre outras atividades e responsabilidades.

De outro lado estavam os CDs de visão segmentada, que viam a Odontologia apenas como uma oportunidade de inserção laboral, mesmo que isso envolvesse a entrada de profissionais para atuarem em segmentos críticos sem estar devidamente preparados. Neste campo também estavam os que não se preocupavam com a questão institucional da Odontologia pois preconizavam formações de CDs por conta de entidades externas à Odontologia.

A saga teve momentos épicos em que as disputas ideológicas se expandiram e aliados foram sendo buscados de lado a lado. Em uma busca rápida de posts antigos é possível ver vários destes capítulos. Me atenho a um deles que teve importância fundamental, a entrada da SOBEP nas Comissões de Odontologia Hospitalar dos CROs.

A SOBEP e a virada

Após a criação da Comissão de Odontologia Hospitalar do Rio de Janeiro, o modelo foi exportado para todo o país, estava plantada a árvore que daria a força para a expansão de todo o movimento da Odontologia Hospitalar. Mas, em alguns pontos a influência dos CDs de visão segmentada ainda predominava e até mesmo o CFO defendia alguns de seus pontos de vista.

Como em todas as boas estórias o momento da virada ocorreu da forma mais inesperada possível pois, após inúmeros convites, a SOBEP, legítima herdeira do conceito da visão ampla médico-odontológica, surgiu após se sentir incomodada com a terminologia utilizada em algumas comissões. Porém, como boa portadora do DNA da Medicina Oral, entrou na luta como a mais importante aliada na revisão ideológica do que estava sendo proposto para a Odontologia Hospitalar, afinal ela e seus especialistas, mais do que ninguém, seriam ameaçados por uma nova pós-graduação que envolveria algumas de suas atividades e, ainda por cima, sem que tivessem formação adequada para tal.

A batalha da ANEO

Após atuarem efetivamente junto às comissões em seus últimos dois encontros, em São Paulo e em Porto Alegre, os colegas da SOBEP foram determinantes em se obter um consenso sobre a necessidade da habilitação em OH. Mas, tudo esbarrava nas atitudes evasivas do CFO que não se decidia sobre como isso seria realizado.

Em meados deste ano, todos foram surpreendidos pela convocação de mais uma ANEO. Após 12 anos centenas de CDs de todo o país se reuniriam para redefinir o mapa das pós-graduações odontológicas e os defensores da visão ampla na Odontologia Hospitalar ainda se surpreenderiam com o que estava por vir.

Tal qual nos mais bem elaborados suspenses eis que surgem três propostas contrárias ao consenso das comissões. Uma delas já se esperava, a de especialização em OH. Apesar de diferente da defendida pelo consenso, esta não representava diretamente uma ameaça à visão ampla, mas sim à Estomatologia e à OPNE, já que seria mais do mesmo. A surpresa mesmo ocorreu há apenas 3 dias da ANEO quando se soube, através da divulgação da tese central pelo CFO, que também tinham sido propostas a especialização e a habilitação em Odontologia Intensiva, legítimas representantes da Odontologia de visão segmentada.

A luta desigual deu-se nas reuniões prévias à plenária final, pois os colegas das comissões de Odontologia Hospitalar dos estados, auxiliados pelos representantes da SOBEP e reforçados por líderes institucionais de peso como o presidente do CRORJ, não deram qualquer chance para as frentes adversárias. A plenária final só corroborou o que havia sido decidido e a HABILITAÇÃO EM ODONTOLOGIA HOSPITALAR VENCEU.

Agora estamos todos juntos

Um final feliz e comprovador do quanto se pode fazer quando há uma ideologia justa, agregadora e que apresenta objetivos de bem comum para todos. Até para os colegas de visão segmentada, que agora precisam se unir aos demais no sentido de contribuir para as novas batalhas que virão. E que serão tão ou mais intensas quanto esta que se encerrou. Agora estamos todos juntos.

Hospital Cardoso Fontes reestrutura serviço de Odontologia

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/08/rio-servico-de-odontologia-do-hospital-cardoso-fontes-e-ampliado

O serviço de odontologia do Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF) recebeu hoje (22) novas instalações e dois novos consultórios. A unidade funciona na Freguesia, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Com isso, o hospital vai passar a usar a técnica com laser no tratamento de pacientes oncológicos, além de atender pessoas internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade.

A odontologia do HFCF é referência no tratamento de pacientes especiais, com HIV, diabéticos, psiquiátricos, com síndrome de Down e lesão cerebral. De acordo com o chefe do Serviço de Odontologia da unidade, Silvio da Cruz Brandão, as pessoas em quimioterapia e radioterapia estão entre os principais beneficiados.

“O laser tem várias aplicações. Tem o laser vermelho e o infravermelho. O paciente, quando é submetido a uma fisioterapia de cabeça e pescoço ou quimioterapia, ele está sujeito à mucosite [inflamação das mucosas] e isso acontece muito na cavidade oral. Esse paciente fica sem poder se alimentar, e o laser tanto fica preso como ele tira essa dor. São várias aplicações que outros hospitais já fazem e aqui vamos passar a usar também”, relatou Brandão, ao acrescentar que o tratamento já é oferecido no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

Além da laserterapia no tratamento de pessoas com câncer, a odontologia passa a integrar os exames de risco cirúrgico da unidade. O objetivo é reduzir as possibilidades de infecções originadas da boca do próprio paciente, que podem se espalhar para o aparelho cardiorrespiratório, principalmente dos que estão no CTI.

“O paciente no CTI normalmente está entubado. Se ele está com biofilme na boca e esse tubo esbarra nesse biofilme, ele vai levar bactérias da cavidade oral para o pulmão e esse paciente acaba permanecendo mais tempo na unidade em função de uma pneumonia, não daquela doença que ele foi internado. Esse é o benefício do dentista dentro da unidade fechada. O dentista vai orientar os enfermeiros como proceder na higiene [bucal]“, explicou Brandão.