Triplo Oral – setembro de 2014

Artigos de interesse para cursos de Dor Orofacial e Odontologia Hospitalar da ABORJ e ABOSG.

Volume 118 • Issue 3 . Sptember 2014

Editorial

The Image Gently in Dentistry campaign: promotion of responsible use of maxillofacial radiology in dentistry for children

Stuart C. White, William C. Scarfe, Ralf K.W. Schulze, Alan G. Lurie, Joanna M. Douglass, Allan G. Farman, Clarice S. Law, Martin D. Levin, Robert A. Sauer, Richard W. Valachovic, Gregory G. Zeller, Marilyn J. Goske

Clinicopathologic Conference

Fibrosarcoma of the temporomandibular joint area: benefits of magnetic resonance imaging and computed tomography

Shoko Gamoh, Yukako Nakashima, Hironori Akiyama, Kaname Tsuji, Koji Yamada, Motoyuki Suzuki, Shosuke Morita, Kimishige Shimizutani

Oral and Maxillofacial Surgery

Vessel injuries of the head and neck presenting in mandibular fractures

Hans C. Brockhoff, Chris Morris, Paul Tiwana, Nicolas Bebeau, Ceib Phillips

Incidence and impact of adverse effects of medical care on complications in patients who underwent excision of cervical lymph nodes

Veerasathpurush Allareddy, Satheesh Elangovan, Steven L. Fletcher, Vivek Subbiah, Sankeerth Rampa, Romesh Nalliah, Min Kyeong Lee, Veerajalandhar Allareddy

Prognostic value of residual node involvement after induction chemotherapy in operable oral squamous cell carcinoma

Jiong Lyu, Yi Zhong, Chaojun Li, Hao Song, Guoxin Ren, Wei Guo

Online Only Articles

The twin block: a simple technique to block both the masseteric and the anterior deep temporal nerves with one anesthetic injection

Samuel Quek, Andrew Young, Gayathri Subramanian

Bisphosphonate therapy and ankylosis of the temporomandibular joint: is there a relationship? A case report

Oscar Hammarfjord, Leo F.A. Stassen

Oral Medicine

Prevalence estimates and outcomes of mental health conditions in those hospitalized owing to dental conditions

Veerasathpurush Allareddy, Min Kyeong Lee, John D. Da Silva, Sankeerth Rampa, Veerajalandhar Allareddy, Romesh P. Nalliah

Online Only Articles

Treatment of a Crohn’s disease–related cutaneous facial lesion with topical tacrolimus

Neha P. Shah, Rishi M. Goel, Michael Escudier

Oral and Maxillofacial Pathology

Imaging and histologic features of traumatic temporomandibular joint ankylosis

Jiang-Ming Li, Jin-Gang An, Xiao Wang, Ying-Bin Yan, E. Xiao, Yang He, Yi Zhang

Online Only Articles

Pigmented oral carcinoma in situ: a case report and literature review

Naoyuki Matsumoto, Taiichi Kitano, Hidero Oki, Daisuke Omagari, Yasuyoshi Matsue, Michisato Okudera, Takashi Yamamura, Yohichi Nishikawa, Satoshi Nishimura, Masatake Asano, Kazuo Komiyama

Clinicopathologic conference case 1: incidental finding on left posterior tongue

T.M. Gibson, B.D. Martin

Clinicopathologic conference case 2: a man with progressive alveolar bone loss and spontaneous tooth exfoliation

B.C. Jham, R. Hill, M. Mulholland, P.C. Edwards

Clinicopathologic conference case 3: a 75-year-old man with progressive right-sided hearing loss and dizziness

N. Said-Al-Naief, A. Pourian, J. Cure, R. Lopez

Clinicopathologic conference case 4: painful nonhealing oral ulcerations

K.K. McNamara, P. Pugalagiri

Clinicopathologic conference case 5: patient presenting with facial abscess and aggressive osteolysis with prominent periosteal reaction of the mandible

H. Chehal, J.W. Rohrer, J.A. Kini, M.J. Palazzolo

Oral and Maxillofacial Radiology

Anterior condylar remodeling observed in stabilization splint therapy for temporomandibular joint osteoarthritis

Soo-Min Ok, Jihyun Lee, Yong-Il Kim, Jae-Yeol Lee, Ki Beom Kim, Sung-Hee Jeong

Cone beam computed tomography registration for 3-D airway analysis based on anatomic landmarks

Noura A. Alsufyani, Nicholas H. Dietrich, Manuel O. Lagravère, Jason P. Carey, Paul W. Major

Hospital Cardoso Fontes reestrutura serviço de Odontologia

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/08/rio-servico-de-odontologia-do-hospital-cardoso-fontes-e-ampliado

O serviço de odontologia do Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF) recebeu hoje (22) novas instalações e dois novos consultórios. A unidade funciona na Freguesia, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Com isso, o hospital vai passar a usar a técnica com laser no tratamento de pacientes oncológicos, além de atender pessoas internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade.

A odontologia do HFCF é referência no tratamento de pacientes especiais, com HIV, diabéticos, psiquiátricos, com síndrome de Down e lesão cerebral. De acordo com o chefe do Serviço de Odontologia da unidade, Silvio da Cruz Brandão, as pessoas em quimioterapia e radioterapia estão entre os principais beneficiados.

“O laser tem várias aplicações. Tem o laser vermelho e o infravermelho. O paciente, quando é submetido a uma fisioterapia de cabeça e pescoço ou quimioterapia, ele está sujeito à mucosite [inflamação das mucosas] e isso acontece muito na cavidade oral. Esse paciente fica sem poder se alimentar, e o laser tanto fica preso como ele tira essa dor. São várias aplicações que outros hospitais já fazem e aqui vamos passar a usar também”, relatou Brandão, ao acrescentar que o tratamento já é oferecido no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

Além da laserterapia no tratamento de pessoas com câncer, a odontologia passa a integrar os exames de risco cirúrgico da unidade. O objetivo é reduzir as possibilidades de infecções originadas da boca do próprio paciente, que podem se espalhar para o aparelho cardiorrespiratório, principalmente dos que estão no CTI.

“O paciente no CTI normalmente está entubado. Se ele está com biofilme na boca e esse tubo esbarra nesse biofilme, ele vai levar bactérias da cavidade oral para o pulmão e esse paciente acaba permanecendo mais tempo na unidade em função de uma pneumonia, não daquela doença que ele foi internado. Esse é o benefício do dentista dentro da unidade fechada. O dentista vai orientar os enfermeiros como proceder na higiene [bucal]“, explicou Brandão.

A via jurídica pode ser uma solução para a Odontologia Hospitalar

Abaixo segue comentário da Advogada Aline Cunha sobre a viabilidade de se pensar na via jurídica para corrigir o descaso que uma grande maioria de hospitais públicos e privados comentem ao não oferecer adequado atendimento odontológico para os pacientes internados.

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Penso, com base em tudo o que já li neste canal (www.medicinaoral.org), que o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL deveria intervir na situação apresentada, levando-se em consideração que a Constituição Federal garante em seu art. 196 que a saúde além de um dever (do Estado enquanto ente Federativo) é um DIREITO DE TODOS e em seu art. 129, II DETERMINA que o MINISTÉRIO PÚBLICO TEM COMPETÊNCIA PARA ZELAR PELOS SERVIÇOS DE RELEVÂNCIA PÚBLICA PROMOVENDO AS MEDIDAS (JUDICIAIS E/OU EXTRAJUDICIAIS) NECESSÁRIAS À SUA GARANTIA.
Dessa forma, sendo impossível dissociar a odontologia da saúde, não há que se falar em aceitação, mas sim em OBRIGAÇÃO, o que torna bem diferente a atitude a ser tomada pelo Poder Público.
Nesse caso específico, é plenamente cabível a impetração do Remédio Constitucional de natureza mandamental, rito sumário (mais célere) e especial, denominado Mandado de Segurança, posto que visa garantir a prevalência e observância de um direito líquido e certo, seja ele qual for e em que via for, bastando sua violação.
Indo além podemos destacar que há violação do direito líquido e certo da promoção, proteção e recuperação da saúde quando não se permite a implantação ou utilização que seja da odontologia em sede hospitalar e ambulatorial seja em que nível de governo for (municipal = postos de saúde; estadual = hospitais e núcleos de atendimento; federal = hospitais).
Ademais, o CNJ já se posicionou desde 2010, através da Resolução n. 107, quando instituiu o Fórum Nacional do Judiciário para monitoramento e resolução das demandas de assistência à Saúde – Fórum da Saúde, com o intuito de controlar as desordens estabelecidas na saúde (http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/saude-e-meio-ambiente/forum-da-saude), havendo, sobretudo para facilitar o acesso, a instituição de Comitês Estaduais que tratam do assunto.
No mais e a fim de enxertar maior base jurídica e doutrinária segue entendimento de um dos maiores juristas à nível de Direito Constitucional, o insigne Dr. Alexandre de Moraes, em sua louvável obra, uma das melhores da área, diga-se de passagem, Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional com prefácio do Ministro Celso de Mello, 7ª edição, ed. Atlas, p. 2084/2085, in verbis:
“A Constituição Federal, em diversos dispositivos, prevê princípios informadores e regras de competência no tocante à proteção da saúde pública.
No Preâmbulo da Constituição Federal destaca-se a necessidade de o Estado democrático assegurar o bem-estar da Sociedade.
Logicamente, dentro do bem-estar, destacado como uma das finalidades do Estado, encontra-se a Saúde Pública.
Além disso, o direito à vida, e à saúde, entre outros, aparecem como consequência imediata da consagração da dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativa do Brasil…”

Não é outro o posicionamento da jurisprudência pátria. Vejamos:

“Direito à saúde pública como bem indisponível: TRF – “Ação Civil Pública (…) É indisponível, ao Ministério Público Federal, como autor da Ação Civil Pública (Lei 7.347/85), o direito material objeto do litígio. A saúde pública, direito de todos e dever do Estado (CF, art. 196), é bem indisponível, protegido por lei…” (TRF – 4ª Região – Pleno – ELAC 90.04.09456-3/RS)

“TJ-MG.Direito à saúde-Direito líquido e certo-Obrigação do Estado. DIREITO Á SAÚDE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. OBRIGAÇÃO DO ESTADO. IMPOSSIBILIDADE DE RECUSA PELO SUS.” (Processo1.0145.05.202598-1/001(1). Relator: SILAS VIEIRA.Data do Acordão: 17/08/2006. Data da publicação: 11/10/2006) (grifo nosso)

Contudo, se a controvérsia for o óbvio, que a odontologia não está ligada à saúde, mas é a própria saúde, necessário se faz antes de tudo obter decisão judicial de natureza declaratória através de ação própria, para que o Estado-Juiz declare a odontologia como ramo da Saúde, assim como o é a Ortopedia, ainda que sob óticas e faculdades diferentes, porém intimamente interligadas, sendo impossível dissociar uma da outra (odontologia e saúde e não odontologia x saúde).

Dessa forma, NÃO HÁ QUE SE FALAR NA IMPORTÂNCIA DA ODONTOLOGIA, MAS NA NECESSIDADE DA ODONTOLOGIA COMO PARTE INDISPENSÁVEL À MANUTENÇÃO DA VIDA, JÁ QUE ENVOLVE A SAÚDE HUMANA.

ALINE CUNHA
ADVOCACIA
PROFISSIONAL LIBERAL SG/RJ

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Campanha pela Odontologia Hospitalar chega a 150 aliados

Não bastando a dificuldade em encontrar cirurgiões dentistas aptos a atuar na alta complexidade, ainda é necessário convencer alguns dos que já trabalham em hospitais e gestores públicos sobre a importância de se privilegiar o atendimento dos casos com óbvia necessidade de atendimento hospitalar, ou seja, os usuários do SUS classificados como ASA III e IV, que significa possuir problemas que impossibilitam seu atendimento em atenção básica e média complexidade.

Estes pacientes podem apresentar risco de desfalecimento, perda volêmica, acidentes cardiovasculares, neurológicos e imunológicos, entre outros. E por este motivo devem ser encaminhados para avaliação por profissionais lotados na alta complexidade que já possuem rotinas multiprofissionais, instalações, conhecimentos e aparelhos adequados para este fim.

Em obediência aos princípios do SUS, só deveria caber o atendimento hospitalar no âmbito da atenção básica e média complexidade a pacientes saudáveis ou levemente comprometidos (ASA I e II) se já existe um adequado atendimento aos pacientes já hospitalizados, desde a triagem até a alta, em todas os setores, incluindo enfermarias e CTI.

Além disso, uma rede municipal ou estadual integrada deve ser constituída para permitir que alguns serviços odontológicos hospitalares possam acolher os casos que necessitem de intervenção sob condições especiais em ambulatórios e centros cirúrgicos, sob sedação ou anestesia geral (vide o bom exemplo de São Paulo).

Quase 150 cidadãos, em sua maioria CDs, de todos os cantos do país já se manifestaram sobre esta anomalia que precisa urgentemente ser corrigida com a adequação dos serviços de odontologia de alta complexidade ao fim que lhe realmente cabe.

Acesse o link http://www.medicinaoral.org/campanha-oh/, para ver quem já apoia a iniciativa. Preencha o formulário ou envie um comentário e contribua para Odontologia Hospitalar e para a saúde bucal dos usuários do SUS com condições sistêmicas mais fragilizadas.

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Envelhecimento humano e saúde é tema de evento da UFRN

Fonte: Agecom – UFRN – http://tribunadonorte.com.br/noticia/envelhecimento-humano-e-saude-e-tema-de-evento-da-ufrn/236952

O Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza o 2° Seminário de Envelhecimento Humano e Saúde. O evento fará parte da programação da 11ª Jornada Universitária de Odontologia do Rio Grande do Norte (JUORN), que ocorrerá do dia 29 de novembro ao dia 1° de dezembro, no Hotel Praia Mar.

O evento dá continuidade ao 1° Seminário ocorrido em 2011, que abordou a qualidade de vida e a assistência ao idoso, discutindo o complexo processo de envelhecimento e a promoção da saúde do ser que envelhece.

A jornada tem o intuito de ultrapassar as atividades centradas em disciplinas técnicas ministradas em sala de aula. Serão promovidas atividades complementares buscando contribuir com a multidisciplinariedade.

O evento ocorre também em conjunto com o 1° Encontro da Pós-Graduação em Odontologia e Saúde Coletiva do Departamento de Odontologia da UFRN.

A inscrição deve ser feita no seguinte endereço eletrônico: http://www.juorn.com.br.

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