6º Encontro Nacional das Comissões de Odontologia Hospitalar contou com apoio do CFO

Fonte: http://cfo.org.br/destaques/6%C2%BA-encontro-nacional-das-comissoes-de-odontologia-hospitalar-contou-com-apoio-do-cfo/ . Um novo post será gerado para comentar este encontro.

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O presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Ailton Morilhas, participou do 6º Encontro Nacional das Comissões de Odontologia Hospitalar dos Conselhos Regionais de Odontologia (CROs). O evento foi organizado pelo CRO-PA, realizado em Belém (PA), nos dias 16 e 17 de janeiro, no auditório do Hospital Porto Dias. “Vamos sempre trabalhar com os CROs pela qualidade da saúde bucal. Por isso, encontros como este são muito importantes para a população”, diz Morilhas.

Os principais objetivos foram elaborar a proposta sobre a Habilitação em Odontologia Hospitalar – apresentada na última Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas (ANEO), uma assembleia de caráter consultivo, promovida pelo CFO; e discutir como os procedimentos odontológicos podem ser inseridos no rol de procedimentos hospitalares da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para que os usuários de planos de saúde possam receber atendimento odontológico quando estiverem internados, incluindo as Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A solenidade de abertura contou com a presença do presidente do CFO, Ailton Morilhas, que compôs a mesa juntamente com o presidente do CRO-PA, Roberto Pires; a coordenadora da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO-PA, Rosely Cavaleiro; e o chefe da Divisão de da ANS de Belém, Uender Xavier. O evento foi também prestigiado pelo coordenador nacional de Saúde Bucal, do Ministério da Saúde (MS), Gilberto Pucca, que falou sobre a evolução das Políticas de Saúde de Bucal, desde a Atenção Primária até a Terciária, onde se inclui o atendimento odontológico hospitalar. Pucca também apresentou as principais propostas do MS para o setor no Brasil e como o CFO e CROs podem participar dessa construção.

Segundo Rosely Cavaleiro, os participantes elaboraram uma lista de procedimentos odontológicos, que serão encaminhados para a ANS, com a finalidade de incluí-los no rol de procedimentos hospitalares dos planos de saúde, para que os usuários possam receber atendimento odontológicos durante a internação, incluindo a UTI.

Sobre a proposta de Habilitação em Odontologia Hospitalar: será encaminhada à Comissão de Ensino do CFO, que deverá concluir o detalhamento das atribuições do cirurgião-dentista para trabalhar em ambiente hospitalar.

CFO - Em seu pronunciamento, Ailton Morilhas disse que o CFO e os CROs já passaram por muitas batalhas e venceram várias com a ajuda de Deus. “Mas não podemos jamais deixar de lutar por uma população que confia em nós, pela busca pela qualidade em odontologia e proteção à sociedade. Por todas essas pessoas é que sempre ressalto o comprometimento dos Conselhos em trabalhar em unidade com as instituições da classe odontológica, pela busca da qualidade em Odontologia. Assim, vamos fortalecendo o diálogo e as ações voltadas ao interesse do coletivo”, disse o presidente do CFO.

Dentre as vitórias, Dr. Ailton destacou a alcançada pelo CFO, por meio da Comissão Parlamentar, no projeto de lei (PL) nº 2.776/2008, que estabelece a obrigatoriedade de cirurgião-dentista nas UTIs no âmbito da rede pública e privada de saúde, aprovado em 10 de abril de 2013, por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados e agora segue para aprovação do Senado Federal e sanção presidencial. “A presença desse profissional pode salvar vidas, além disso, a Anvisa, em sua RDC 7, já prevê a presença de cirurgião-dentista nas equipes multidisciplinares mínimas dos hospitais público, privados, militares e filantrópicos. Vamos lutar para que isso efetivamente se cumpra”, ressaltou o presidente do CFO, que, por fim, deixou uma mensagem de São Francisco de Assis para reflexão: “comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e de repente você estará fazendo o impossível”.

CRO-PA - O presidente do CRO-PA, Roberto Pires, reafirmou o seu apoio ao trabalho da Comissão de Odontologia Hospitalar do CRO-PA que vem desenvolvendo a Campanha Boca Saudável Reduz Riscos de Infecções na UTI, além de outras atividades. Pires ressaltou  que o papel do CFO e dos Conselhos Regionais é proteger a sociedade. “Por isso o nosso empenho em defender o cumprimento da resolução da Anvisa e a aprovação do projeto que assegura a inserção do cirurgião-dentista na UTIs, assim como fazer cumprir tudo que prevê o Código de Ética Odontológica”, concluiu.

Só se eu estiver morto…

O texto abaixo foi escrito pelo Prof. Robert A. Strauss, presidente do Colégio Americano de Cirurgia Oral e Maxilofacial e publicado no triple oral de dezembro último. Veja aqui o texto na íntegra.

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_Só se eu estiver morto um cirurgião oral irá remover uma glândula submandibular de um paciente!

“Em 1980, como residente do primeiro ano em Cirurgia Oral e Maxilo-facial (OMFS), essas palavras ecoavam enquanto eu observava um antigo cirurgião otorrinolaringológico de pé na frente, ou melhor, bloqueando a porta de entrada para a nossa sala de operação. O chefe dos residentes, tendo sido bem treinado no procedimento e sentindo-se confiante de que ele seria bem auxiliado pelo seu assistente, rapidamente concordou com suas exigências e, após passar pelo velho, sorriu e perguntou qual a forma de morte que ele preferiria, de modo que pudéssemos preparar adequadamente.

Foi um momento decisivo na minha carreira. Fiz duas decisões aquele dia. A primeira era que eu seria total e integralmente treinado em todo o âmbito da minha especialidade. Eu queria fazer muito mais do que tirar dentes e reparar as fraturas de mandíbula ocasionais. A segunda foi que, estando muito bem treinado, eu não permitiria que ninguém dissesse o que eu podia ou não podia fazer na minha carreira profissional, desde que fosse legal e que me sentisse confortável sobre realizar o procedimento lidando com qualquer complicação possível….”

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Como vocês podem ver era uma fase decisiva para a escalada da especialidade da cirurgia oral americana rumo ao sucesso. Ninguém precisa dizer que o Dr. Robert alcançou o esperado status profissional que almejava mas, porque ele estaria lembrando disso agora, após mais de 3 décadas?

Na verdade este texto (leia a íntegra) é um desabafo de quem tanto lutou pela especialidade e agora vê seus residentes saindo das pós-graduações e se dedicando a vida de consultório ou, mais especificamente, à extração de cisos e instalação de implantes.

O lamento do Professor Robert é o de quem sabe da importância da presença do cirurgião oral nos hospitais, e com atuação plena, para o futuro da especialidade. Pois, se hoje a cirurgia oral americana possui um status médico invejável é devido a pioneiros e desbravadores como ele.

No Brasil estamos lutando pela consolidação da Odontologia Hospitalar. Que esta, junto com a já estruturada Cirurgia Bucomaxilofacial, galguem os degraus que ainda são precisos para restabelecer o prestígio e a estima que a Odontologia merece. E que este nunca se perca, como também teme o Prof. Robert lá nos EUA.

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Atualizado em 04/02/15

Conversando com amigos da Cirurgia Bucomaxilofacial que participam de eventos internacionais fui informado sobre alguns dos motivos que têm tirado os Cirurgiões Orais e Maxilofaciais (como eles se chamam nos EUA) dos hospitais:

- Seguros (de responsabilidade civil e técnica) muito caros para lidar com os inúmeros processos.

- Possibilidades de ganhos financeiros altíssimos atuando junto aos planos de saúde. Alguns cirurgiões chegam a faturar centenas de milhares de dólares mensalmente.

- Alto reconhecimento profissional deles permite que atuem em segmentos que extrapolam a área odontológica básica, como a cosmética facial, ampliando a possibilidade de ganhos.

Hospital de Angola necessita de médicos estomatologista e anestesista; e o que isso tem a ver com a Odontologia Hospitalar

A interessante notícia disponível aqui, coloca o Médico Estomatologista (o Cirurgião Dentista de Angola) em pé de igualdade com o Anestesista. Ainda não entendi direito porque esse tipo de estratificação da saúde humana seguiu diferentes caminhos pois, em alguns países a Odontologia é parte da Medicina, em outros, como o Brasil, é uma profissão distinta. Pelo que sei, o padrão europeu em geral era de união das duas áreas mas, nos EUA, a Odontologia se estruturou a parte da Medicina e criou-se um novo padrão, que acabou sendo copiado por outros países. Não tenho absoluta certeza disso e apreciaria comentários esclarecedores.

Outra coisa que não compreendo é a dificuldade de CDs brasileiros em enxergar a Odontologia como uma área médica de fato, independentemente se há ou não separação entre as duas profissões. Ter que explicar a importância que o conhecimento médico tem para o CD moderno não é tarefa simples. A maioria não visualiza a necessidade da farmacologia, fisiologia, clínica médica e patologia geral ensinadas de forma plena ao estudante de Odontologia. Porém, se este aluno futuramente tiver que atuar na área hospitalar, junto a pacientes complexos ou tendo que realizar diagnósticos de alta especificidade, ele certamente vai lamentar a falta do conhecimento básico, o qual precisará buscar por conta própria.

A Odontologia brasileira começará uma nova etapa de reconstrução com a criação da habilitação em Odontologia Hospitalar. Quem sabe com a formação destes novos profissionais a profissão não muda o seu rumo? Os novos postos de trabalho precisarão ser ocupados com profissionais comprometidos com a área e que saibam da importância que ela tem para a reconstrução da profissão.

Residência Multiprofissional em Odontologia Hospitalar (UTI) – Sergipe

Inscrições para residência em UTI no Hospital Cirurgia
Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva Adulto
(Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Hospital de Cirurgia anuncia que estão abertas as inscrições para a Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva Adulto. São duas vagas para cada uma das profissões do programa — Fisioterapia, Enfermagem, Odontologia e Serviço Social. As inscrições vão até o dia 5 de janeiro de 2015. O candidato pode se inscrever através do site, onde também está disponível o edital do concurso para mais informações. Os aprovados receberão, pelo período de dois anos, uma bolsa do Ministério da Saúde no valor de R$ 2907,00.

Sobre a Residência Multiprofissional

A Residência Multiprofissional tem caráter interdisciplinar e oferece ensino e atendimento odontológico, fisioterápico, de enfermagem e serviço social aos pacientes internados nas duas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital de Cirurgia, além de atuar decisivamente na recuperação daqueles que passaram por procedimentos cirúrgicos, contribuindo para a diminuição dos tempos de internamento e otimizando a reabilitação.

Cada vez mais a assistência ao paciente em UTI é feita de forma multiprofissional. A publicação da Resolução N° 7 da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que tornou obrigatória a presença nas UTIs de vários profissionais da área da Saúde, tais como cirurgiões dentistas, assistentes sociais e fisioterapeutas, entre outros, só fez acentuar a necessidade de preparar tais profissionais para atuar de maneira integrada.

Os residentes do Serviço de Odontologia Hospitalar atendem a pacientes internados nas UTIs do Hospital de Cirurgia, contribuindo para a redução do tempo e dos custos de internação e aumentando a oferta de leitos. Pacientes entubados podem vir a desenvolver pneumonia, uma das maiores causas de mortalidade em UTIs, e os cuidados com a saúde bucal diminuem em até 70% a incidência dessa patologia, de acordo com dados da literatura internacional e comprovados pela Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HC.

O Serviço de Fisioterapia também atua na recuperação e reintegração dos pacientes, contribuindo para a diminuição dos tempos de internação e otimizando a reabilitação; apenas na UTI Cardiológica, o tempo médio de internação passou de 12 para 7 a 8 dias.

O profissional de Serviço Social desenvolve, em conjunto com uma equipe multiprofissional, uma interação comunicativa essencial, colocando em prática sua disponibilidade interna para se envolver em ações recíprocas pessoa-a-pessoa e o compromisso de usar a comunicação como um instrumento terapêutico.

Já o foco do enfermeiro intensivista é aplicar o Processo de Enfermagem, instrumento que direciona o profissional a tomar decisões, gerenciar e avaliar o cuidado de enfermagem ao paciente crítico, desenvolvendo ações nas áreas de gestão, ensino, pesquisa e assistência e possibilitando a sistematização da prática assistencial individualizada e integral.

Sobre o Hospital de Cirurgia

O Hospital de Cirurgia, fundado em 1923, é um Hospital Geral, com serviços terciários de referência para o Sistema Único de Saúde em atendimentos ambulatoriais, de média e alta complexidade para todo o estado de Sergipe. Mantido pela Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, é o maior prestador de serviços ao SUS no Estado de Sergipe.

Fonte: http://www.infonet.com.br/saude/ler.asp?id=167051

O caráter orgânico da Medicina”

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21971:conselho-federal-de-medicina-cria-novas-areas-de-atuacao-medica&catid=3

Conselho Federal de Medicina cria novas áreas de atuação médica

Além das Medicinas do Sono, Paliativa e Tropical, que passam a existir oficialmente, também foram ampliadas as áreas de atuação de Medicina de Dor e da Hepatologia

A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1973/2011, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º), cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical. Área de atuação é um ramo de especialidade médica. Ao ingressar em programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, o profissional pode, a partir de agora, receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.

“Mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão”, avalia Carlos Vital, 1º vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades. A resolução nº 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data de sua publicação.

Medicina paliativa– A resolução do CFM associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina de família e comunidade, pediatria e anestesiologia. De acordo com a médica Maria Goretti Sales Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.

(…)

Medicina tropical– A área de atuação medicina tropical, vinculada à especialidade infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais. Na avaliação do médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.

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Outras mudanças– Com a resolução publicada nesta segunda, a área de atuação dor, que era associada somente às especialidades anestesiologia e neurologia, passa a ser associada adicionalmente a acupuntura, medicina física e reabilitação, neurocirurgia e ortopedia e traumatologia. Além disso, a especialidade medicina legal passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixaram de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial. Também houve ampliação no número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia, que, a partir de agora, ainda manterá ligações com a clínica médica e a infectologia.